Todos os anos a ARCA organiza em Abril uma visita para os estudantes. Os destinos são a feira da Arco em Madrid ou uma visita a Barcelona. Devido aos meus infortúnios só tive possibilidade de participar em duas dessas viagens. Barcelona foi a primeira em que participei. Estava no meu segundo ano de Coimbra.
O programa incluía visitas aos monumentos mais emblemáticos de Barcelona, um dia para compras em Andorra, uma tarde às muralhas de Carcassone e o melhor da viagem, guardado para Figueras, terra de onde é natural o meu pintor preferido, Salvador Dali e onde se encontra a sua casa museu. A duração da viagem era de uma semana e ficávamos instalados num hotel em Cannet del Mar, uma pequena aldeia balnear que dista quarenta quilómetros de Barcelona.
Devido aos meus problemas físicos, foi-me destinado dois bancos no autocarro, para ter a possibilidade de esticar as pernas sempre que necessário. Saímos em dois autocarros, de frente às instalações da ARCA pelas vinte e duas horas em direcção à fronteira em Vilar Formoso. Parámos na estação de serviço na fronteira, já em território espanhol, para desentorpecer as pernas. Eu e um colega entrámos no mini-mercado e comprámos uma garrafa de ponche! Não com o intuito de beber mas com outra finalidade! Foi uma ideia brilhante!
Passada a excitação da partida, a maioria dos meus colegas já dormitava! Muitos passavam pelas brasas a ressonar e de boca aberta! Não existe situação mais engraçada do que assistir ao acordar de alguém quando se despeja umas quantas gotas de ponche para a boca! Foi um fartote! Vitimámos cerca de seis a sete colegas! No resto da viagem continuei impossível, sempre a fazer travessuras, azucrinando os colegas.
Dezoito horas depois, já muitos estavam pelos cabelos por não deixar ninguém dormir mas finalmente deslumbraram sossego ao ver o hotel! Toca a descarregar as malas e procurar os quartos atribuídos. Foi-me destinado um cúbiculo que tinha de dividir com o Jorge. No momento que estou a deparar com o espaço chega-se perto de mim o Sérgio, a dizer-me que se queria podia ficar no quarto dele e do Luís pois era o maior de todos no hotel. Não pensei duas vezes e deixei o Jorge com um sorriso na cara por ver que teria mais espaço do que esperava. Instalei-me e fui tomar um banho antes de descer para jantar.
Ao descer para jantar foi-me destinado um lugar numa mesa com os meus colegas de quarto, o André e o Sá que estavam instalados no quarto ao lado do nosso e o João e o Pratas, professores de informática e cerâmica, respectivamente. Continuei a fazer das minhas! O Sá tardou a descer e já tinham servido a sopa. Tomei a liberdade de melhorar a sua sopa com meio frasco de tabasco! Todos rimos com a situação e ninguém se acusou! Aquilo é que foi suar! No fim da refeição a boa disposição imperava e quando chegou a altura de beber café, eu distrai o André enquanto o Sérgio trocava o sal pelo o açúcar, transformando o café do André intragável! Que esgar! A seguir dirigimo-nos para o bar do hotel, ficámos a beber umas "cañas" e de seguida, com os meus colegas de jantar e mais umas miúdas, dicidimos sair do hotel e procurar um bar nas imediações. Fomos em direcção à praia, que distava uns trezentos metros do hotel. Não encontrava-mos um local aberto para continuar a nossa noite, estava tudo fechado até que no fim da rua nos deparamos com um café. Acabámos por entrar, visto não haver mais nenhum sitio nas redondezas.
Era um café normalíssimo, estava vazio e os únicos ocupantes que se vislumbrava era o casal que geria o espaço. Sentámos e alguém reparou num cartaz onde se podia ler que a especialidade da casa era a Sangria! Realmente era especial! Pedimos dois jarros e lembro-me de ficar espantado com os modos minuciosos como o proprietário produzia aquelas sangrias, com medidores e quantidades ao milímetro. O resultado esse, foi bombástico! Alguém sugeriu jogarmos à moeda! Quem perdesse bebia um copo de sangria num trago! Os estragos foram muitos! As miúdas, que por sinal não beberam, ficaram embriagadas por comerem a fruta da sangria! Os rapazes nem se fala e doze jarros depois retornamos ao hotel! O André que andava com uma canadiana, fazia corridas com o Sá! Eu larguei uma das canadianas e sinceramente não me lembro de voltar para o hotel! Eram quatro da manhã e tinhamos de estar a pé às sete e meia!
Antes de deitar-me tive uma ideia brilhante... Fui buscar pasta para os dentes e espuma de barbear! Cheguei ao primeiro p
iso e dei de caras com o Paulo Jorge! Tanto no primeiro como no segundo piso os quartos eram da nossa comitiva. Começei a exprimentar as maçanetas das portas e consegui encontrar quatro quartos com a porta aberta! Foi entrar surrateiramente e espalhar pasta para os dentes na cara dos coitados e espuma nos cabelos! No dia seguinte foi ver caras avermelhadas e cabelos em pé!
Três horas de sono depois, um belo banho, pequeno almoço e toca de entrar no autocarro com destino à Sagrada Famíilia em Barcelona. A ressaca era tal, que quando o autocarro parou no seu destino eu encontrava-me tão abstraído que achava que ainda estavamos em andamento! Tiveram que chamar por mim, já toda as pessoas tinham saído! Cá fora deparei-me com os meus colegas da noite anterior enfiados num café! Dirigi-me para lá depois de visitar o monumento de Gaudi. Já estavam todos de copo na mão e a seguir a tomar um café, cedi e juntei-me ao grupo! À hora de almoço, depois de umas "cañas" e de estomâgo forrado, já estava bem disposto! A farra continuou...
O resto da viagem foi ainda mais louca mas fica para um próximo post!
Devido aos meus problemas físicos, foi-me destinado dois bancos no autocarro, para ter a possibilidade de esticar as pernas sempre que necessário. Saímos em dois autocarros, de frente às instalações da ARCA pelas vinte e duas horas em direcção à fronteira em Vilar Formoso. Parámos na estação de serviço na fronteira, já em território espanhol, para desentorpecer as pernas. Eu e um colega entrámos no mini-mercado e comprámos uma garrafa de ponche! Não com o intuito de beber mas com outra finalidade! Foi uma ideia brilhante!
Passada a excitação da partida, a maioria dos meus colegas já dormitava! Muitos passavam pelas brasas a ressonar e de boca aberta! Não existe situação mais engraçada do que assistir ao acordar de alguém quando se despeja umas quantas gotas de ponche para a boca! Foi um fartote! Vitimámos cerca de seis a sete colegas! No resto da viagem continuei impossível, sempre a fazer travessuras, azucrinando os colegas.
Dezoito horas depois, já muitos estavam pelos cabelos por não deixar ninguém dormir mas finalmente deslumbraram sossego ao ver o hotel! Toca a descarregar as malas e procurar os quartos atribuídos. Foi-me destinado um cúbiculo que tinha de dividir com o Jorge. No momento que estou a deparar com o espaço chega-se perto de mim o Sérgio, a dizer-me que se queria podia ficar no quarto dele e do Luís pois era o maior de todos no hotel. Não pensei duas vezes e deixei o Jorge com um sorriso na cara por ver que teria mais espaço do que esperava. Instalei-me e fui tomar um banho antes de descer para jantar.
Ao descer para jantar foi-me destinado um lugar numa mesa com os meus colegas de quarto, o André e o Sá que estavam instalados no quarto ao lado do nosso e o João e o Pratas, professores de informática e cerâmica, respectivamente. Continuei a fazer das minhas! O Sá tardou a descer e já tinham servido a sopa. Tomei a liberdade de melhorar a sua sopa com meio frasco de tabasco! Todos rimos com a situação e ninguém se acusou! Aquilo é que foi suar! No fim da refeição a boa disposição imperava e quando chegou a altura de beber café, eu distrai o André enquanto o Sérgio trocava o sal pelo o açúcar, transformando o café do André intragável! Que esgar! A seguir dirigimo-nos para o bar do hotel, ficámos a beber umas "cañas" e de seguida, com os meus colegas de jantar e mais umas miúdas, dicidimos sair do hotel e procurar um bar nas imediações. Fomos em direcção à praia, que distava uns trezentos metros do hotel. Não encontrava-mos um local aberto para continuar a nossa noite, estava tudo fechado até que no fim da rua nos deparamos com um café. Acabámos por entrar, visto não haver mais nenhum sitio nas redondezas.
Era um café normalíssimo, estava vazio e os únicos ocupantes que se vislumbrava era o casal que geria o espaço. Sentámos e alguém reparou num cartaz onde se podia ler que a especialidade da casa era a Sangria! Realmente era especial! Pedimos dois jarros e lembro-me de ficar espantado com os modos minuciosos como o proprietário produzia aquelas sangrias, com medidores e quantidades ao milímetro. O resultado esse, foi bombástico! Alguém sugeriu jogarmos à moeda! Quem perdesse bebia um copo de sangria num trago! Os estragos foram muitos! As miúdas, que por sinal não beberam, ficaram embriagadas por comerem a fruta da sangria! Os rapazes nem se fala e doze jarros depois retornamos ao hotel! O André que andava com uma canadiana, fazia corridas com o Sá! Eu larguei uma das canadianas e sinceramente não me lembro de voltar para o hotel! Eram quatro da manhã e tinhamos de estar a pé às sete e meia!
Antes de deitar-me tive uma ideia brilhante... Fui buscar pasta para os dentes e espuma de barbear! Cheguei ao primeiro p
iso e dei de caras com o Paulo Jorge! Tanto no primeiro como no segundo piso os quartos eram da nossa comitiva. Começei a exprimentar as maçanetas das portas e consegui encontrar quatro quartos com a porta aberta! Foi entrar surrateiramente e espalhar pasta para os dentes na cara dos coitados e espuma nos cabelos! No dia seguinte foi ver caras avermelhadas e cabelos em pé!Três horas de sono depois, um belo banho, pequeno almoço e toca de entrar no autocarro com destino à Sagrada Famíilia em Barcelona. A ressaca era tal, que quando o autocarro parou no seu destino eu encontrava-me tão abstraído que achava que ainda estavamos em andamento! Tiveram que chamar por mim, já toda as pessoas tinham saído! Cá fora deparei-me com os meus colegas da noite anterior enfiados num café! Dirigi-me para lá depois de visitar o monumento de Gaudi. Já estavam todos de copo na mão e a seguir a tomar um café, cedi e juntei-me ao grupo! À hora de almoço, depois de umas "cañas" e de estomâgo forrado, já estava bem disposto! A farra continuou...
O resto da viagem foi ainda mais louca mas fica para um próximo post!
10 comments:
Isto foi ha quantos anos??? Eu a pensar que tinhas acabado de vir de Santorini... :P
Às tantas isto são as histórias da tua juventude longínqua! (brincadeirinha)
Continua, estou a gostar. ;)
Obrigado pelo comentário da juventude longínqua! :)
Já entrei na casa dos 30 e como tenho tido umas quantas aventuras e percalços que fazem a malta rir! Uns amigos convenceram-me a criar um blog em que contasse essas histórias.
Começei por tentar ordenar cronológicamente as histórias mas chegas a um ponto que é complicado, pois vais-te recordando de mais coisas que aconteceram!
A viagem à Grécia já faz uns oito anos! Claro está que muita coisa já deve ter mudado por lá, mas o intuito do blog não é de ser um guia turístico (adoraria que assim fosse! Era sinal que andava a passear muito outra vez!) mas de contar as minhas aventuras e azares!
Eu percebo isso tudo, foi apenas uma brincadeira para ver se te desmanchavas com a idade. Estava curiosa por saber. :P
Eu não ponho um pé na Grécia desde 2003, mas acho que não mudou tanto assim. ;)
Humm...
Nunca ouviste dizer que a curiosidade matou o gato?
lol
Embora aparente ser mais novo, dizem sempre 26/27 (é o que dizem os outros) já cá moram 31 primaveras.
Porque tanta curiosidade?
(agora é a minha vez!)
Tenho essa mania quando frequento blogs. Imagino as pessoas de uma forma e já me saiu tudo furado. Inicilamente não me tinha apercebido que o tópico de Santorini era já antigo e imaginava que tivesses pouco mais que 18 anos. Depois é que percebi que não era verdade e fiquei curiosa por saber que idade já terias agora.
Bem, se te dão 27/28 dá-te por feliz. Eu tenho 28 e não raras vezes me dão poucc mais que 18. Sou pequenita. O que ajuda à festa.
eu disse 26/27!!!!!!!!!!
lol
Mais a sério! Tenho um problema com a idade! Detesto envelhecer mas cá dentro contínuo com o mesmo espírito do miúdo das histórias!
É bom aparentares 18, acredita! Mas já sabia a tua idade! Fui ver a tua página no hi5.
;)
26/27... ups, desculpa. Ainda melhor :D
Envelhecer? Eu não só detesto como tenho um medo estúpido, talvez por ver o que a nossa geração (agora já não tanto) faz e pensa dos mais velhos. Bom fim de semana. ;)
O meu medo de envelhecer, não significa que tenha medo de morrer. Sinto é que o tempo está a escassear muito depressa e ainda há tanto que quero fazer.
Olho para as pessoas mais idosas com respeito e admiração. Muitas vezes dou comigo a tentar beber a experiência que eles anseiam em nos oferecer! Da mesma maneira que tento, através do blog, passar a minha experiência pessoal para que os outros aprendam algo comigo.
Já anotei... ;) SOu um bocado alérgica ao msn. Quer isto dizer que uso muito pouco. Quando começo a falar com alguém esqueço-me de comer, esqueço-me da vida. Por isso evito ligar-me. :)
Mas logo te adiciono. E se tivermos um tempinho compatível... por que não? ;)
olha retirei o email, porque não gosto de o deixar assim em público.
Espero que tenhas anotado ;)
Quando quiseres esquecer de comer, esquecer da vida... já sabes.
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