Um dia acordas e dás conta que tudo o que te rodeia é uma amarra insossa, sentes a vida escorrer como areia entre os dedos, enquanto sonhas em alcançar feitos maiores, com a necessidade premente de seres mais do que vives. Para, respira fundo e deixa ganhar asas o imaginário que há em ti. Deixa o sol apresentar-te a sensação de calor, de quem renova energias e esperanças. Há qualquer coisa de leve, deixa-te ir no fluxo da sensação, mesmo quando a sensação de controle se esvai na percepção da independência que não é tua.
Ainda muita água vai correr de baixo da ponte e de certeza que a hipótese de perder o momento, será muito mais penoso, do que a delonga da espera. Deixa andar, deixa ver onde vai parar, deixa consolidar, acima de tudo não penses tanto, não tentes controlar e desfruta da espera, com a noção que sedimentar conhecimento, é vital e agir por impulso resulta sempre em algo efémero.
Não é fácil abstrair, o vício não passa, é necessário algum rigor e disciplina para manter a postura. A perda, tem a maior fatia dos prognósticos, portanto não há que analisar tudo. Uma postura descomplexada é o que se deseja e o tempo encarregue de trazer novidades, algo de bom deixará.

