The Real Johnny Bravo

Histórias de um livro chamado vida

Espero que venhas sem sobressaltos, que passes por mim como uma brisa quente de verão, onde os novos ventos elevem o sucesso nas apostas profissionais e pessoais. Que a criatividade e energia sejam uma constante, para fazer frente aos desafios que estão para vir.
 Que os amigos marquem presença assídua e as jantadas proliferem, recheadas de conversas interessantes, risos e boa disposição. Pois são eles a outra família que dá sustento ao viver.
Que não falte a família e o sorriso dos meus pequenos, que dês alento à solidão, com a inocência do seu sentir. Que a saúde não falte, a mim e a quem mais quero bem. De encontrar constantemente o carinho maternal em meias-de-leite ao final de tarde ou no abraço de um petiz de cinco anos, que considera-te o seu melhor amigo.
Que o marco dos quarenta anos, não roube o sorriso de viver, a risada estridente, a parvoíce e espírito juvenil. Anseio que tragas à alma o discernimento para não reagir impulsivamente, a sabedoria para fazer as melhores escolhas e a coragem de seguir em frente, sem guardar rancor do passado.
 Que a palavra desespero desapareça do teu dicionário e seja substituída pela paz. Que a harmonia sentimental seja uma constante, pois o teu antecessor encheu-se de emoções demasiado intensas e por pouco não levou-me ao abismo.
Quero poder viver o silêncio do pôr-do-sol banhado pelas ondas do mar, recordando as memórias no bafo de um cigarro e no final sorrir genuinamente.
Espero muito de ti 2015 e tentarei não desiludir-te.
Até já

Em noite de Consoada, encontro com humildade sorrisos de confiança e ternura.
Danço nas memórias e na nostalgia de guardar o que é bom de ser mantido.
Foi uma montanha-russa de desejos impossíveis, onde já só há espaço à resignação.
Doeu muito perder, mais ainda aceitar que nunca tive.
Já não há revolta, apenas uma caixa cheia de memórias guardada num recanto escuro.
Em resoluções de final de ano, só resta dizer adeus e desejar que sejas feliz, como e com quem quiseres... pois tudo fica mesmo quando se acaba.
Feliz Natal Rainha e Princesa



Tal como o tempo agreste, a realidade bate como a lufada de ar gélido. chocante no primeiro contacto, revigorante na sua convivência.
Sempre fui adepto do inverno, quando a natureza eleva-se ao expoente relembrando o quão infimos somos, sendo também nessa imensidão realçados os nossos sentidos. Ao vislumbrar o mar em todo o seu explendor, sinto-me tonificado. A paixão de viver que há em mim revitaliza-se.

Porque o mundo está cheio de palavras e poucos actos, cansado de ouvir e de verdades turvas. Talvez o maior choque seja compreender que o idealizado, nunca foi a realidade. O sentimento nunca será puro quando por trás se escondem outros interesses.

É entre bafos de um cigarro e as ondas que rompem contra os rochedos, que cresce em mim a convicção de que não permito mais desrespeito, que não tolero a ausência de compromisso. Sem entrega, não existe estabilidade, não existe futuro. A esperança, guarda-se naquele baú bem no recanto escuro que o tempo faz por esquecer.
Não se cura um vício com outro, só o tempo e o bem-estar interior saram feridas. Aos poucos caminho para lá, tal como as ondas que vislumbro, também eu chegarei à praia.
Os salpicos gélidos de água salgada escorrem pela cara, intensificando o sentir. Está na hora de recolher à lareira e deixar-me embalar pelas chamas, queimando o desgosto e apagando memórias.

"O meu corpo esqueceu-se de ti. A mão já não sabe o caminho para os teus cabelos. A língua estranha o teu sabor. Só o coração te reconhece. Ainda." by Nano Contos

No outro dia lia, viver perto do mar ameniza o stress. Não é o mar, é a sua imensidão que faz com que compreendamos o grão de areia que somos.
Fechei a lauda do qual nunca tive direito a passar, deixei de arranjar desculpas para as mutilações de privacidade, apenas aceitei que não poderia ter sucesso. Não foi o mar, esse embalo viciante que tolda os meus dias, foi a convicção do amor próprio que tenho de possuir.
É não privar das amizades, das conversas ou da essência de ser quem sou, é não sentir culpa por algo que não se fez, é sentir a consciência tranquila por dar muito mais do que alguma vez se recebeu. É amar sem esperança de retorno, são 1460 dias a sonhar com um único dia de postura decente que nunca existiu. É não mostrar disponibilidade, quando o verso da carta está aberto a nova escrita. Corpo e alma estiveram lá.
É ver a mesquinhes de quem jogou pedras, vive da hipocrisia de utilizar aquilo que foi dado por amor, banalizar o que foi dado com alma, trocado pela moeda do consumismo. Que bem que sabe, dormir profundamente, bom que foi entregue sem barreiras e agora utilizado para consumo popular. Obrigado destino, pelo reflexo desse espelho.
Ao invés do sentimento de traição profunda que oculta cada acção, cada manietação ou cada abuso, o melhor de tudo é a hipocrisia das palavras, duras como pedras no apedrejamento de acusação absurda.

Um dia iludi-me ao achar que tinha encontrado o amor da minha vida. Desde o primeiro instante, tive a completa noção que seria uma relação sem futuro por diversos factores mas mesmo assim, insisti e atirei-me de cabeça. Talvez baseado na esperança que todo o coração impregna nestes momentos.
Foi no final de uma longa ressaca, de um fim anunciado, que entraste na minha vida. Com a mesma graciosidade com que te movimentas, arrebataste a minha vida. Deste-lhe sentido, fizeste com que quisesse ser uma pessoa melhor. De repente os meus olhos brilhavam só por te ver e quando consegui tocar o chão, na imensidão da realidade, cheguei à conclusão fatal que era teu por inteiro.
Costumo dizer que a melhor fase da minha vida, foram os anos que passei em Coimbra, que era feliz, que tinha tudo o que sonhara mas não poderia contar maior mentira do que esta. A melhor fase da minha longa vida, foram três lindos anos que passei do vosso lado, a compartilhar o vosso dia, a viver de pequenos nadas, num bailado tão natural e tão nosso, que não há palavras suficientes para descrever tamanha felicidade. Sim, tivemos o nosso lado negro, a nossa luta constante de vontades diferentes, de ideais de compromisso mas foram tantos os sorrisos que inundaram a nossa vida, que toda a mágoa se desvanece com uma simplicidade atroz.
Estava saturado do círculo vicioso que era o nosso fica, não fica. Do é e não é, do esconder e de não assumir algo que deveria ser tão natural como o ar que se respira. Nós éramos um casal, com uma filha linda. É assim que ainda hoje olho para trás. Há dois anos atrás, precisamente, foste ter à minha antiga casa. Ofereci-te um bouquet de flores e fomos ao Vaskus jantar. Vinhas linda, de olhos pintados que realçam ainda mais o brilho da tua alma. Terminado o repasto fomos para tua casa, reescrever o retrato que tanto amámos. Uma conversa silenciosa de olhares e sorrisos, envolvida num copo de whisky e outro de amêndoa amarga com muito limão. Fomos nessa noite o melhor de nós, fomos o que sempre fomos, enquanto estivemos juntos. Um casal feliz.
O meu mundo entretanto desvaneceu de baixo dos meus pés, tanto se passou na tua ausência, tanto que sussurrei o teu nome ao vento e nem sinal de ti. Compreendi que era hora de partir, de seguir viagem para uma vida nova, de mudar rotinas. Foi sem poder recuar, olhando para o horizonte, que virei  a minha vida do avesso. Aqui estou, nada arrependido, feliz na medida do possível, a ouvir o mar quando embalo no sono e fecho os olhos, como tantas vezes idealizámos o nosso futuro idílico. Recordaste? Era assim que queríamos viver, com uma grande janela com vista para o mar. Aqui estou eu no nosso sonho sem ti, sem vocês. E é assim que tem de ser.
É necessário respeito e compromisso, para além do amor. Que esse tivemos de sobra. Já não sinto mágoa, sinto saudade mas consciente que não devo e não posso agarrar-me a algo que não é meu por direito. Sigo os dias sempre com a premissa em mente, de que se fosse meu teria voltado mas consciente da verdade irrefutável, de que não voltará.
Quando sou invadido pelo impulso de ligar, de beijar, de sentir a presença ou o abraço, lei-o as tuas últimas palavras no telemóvel: Já não te amo faz tempo, já não estou ligada a ti.
Mas eu CSaid, amo-te para toda a eternidade.
Feliz dia dos namorados, Amores da minha vida.

"Na vida há erros que cometemos e verdades que não conhecemos. Entre erros e verdades, amei-te. Talvez tenha sido o meu único erro e a minha única verdade."

Contagem Ao Segundo