The Real Johnny Bravo

Histórias de um livro chamado vida

O glamour entra de rompante num passo seguro, de forma serena e confiante, com se aguardasse a contemplação que é sua por direito. Uma ar leve, sem ser leviano, apenas equilibrada e cheia de esperança. Fazes ver que és apenas uma miúda simples que deseja amor e dedicação. Eu recuo, porque a vida foi madrasta e ensinou a ficar à defesa, ainda mais quando a areia é demasiada para a camioneta. Vives no mundo do luxo. Eu, eu sou o jagunço da tasca. Não faz sentido e fazes sentir todo o sentido.
Confesso todos os pecados de uma forma simples, sem receio de julgamentos. Talvez, porque continue a achar ser impossível mais que uma boa amizade, portanto, nada a esconder ou recear. Abro o jogo. Recebo de volta um sorriso brilhante, com as palavras, adoro-te. Desarmado, fico sem palavras, fico sem ar... não é habitual. Já pouco me surpreende na vida. Sabes, já vi muito e vivi ainda mais.
Sabes o que gosto de mim em ti? É que para além de todo esse glamour, não há criticas, não há cobranças, apenas elevas o bom e relevas o mal. Falas que mereço coisas boas e eu estranho. Há frases tuas, que entranham em mim. Por mais que queiras esconder, és um cavalheiro. Será mesmo assim? Não sei, sei que gosto de tratar-te bem, da mesma forma que me tratas. Gosto da cumplicidade, do carinho, do afecto, do riso, da força e acima de tudo, do respeito e confiança.
És uma pessoa fantástica, sexy, com sentido de humor e entendemos-nos muito bem. Gostas de mim do jeito que sou. Nem eu gosto de mim do jeito que sou. Está tudo a ser incrível, mas devo confessar... Estou a experimentar um sentimento muito estranho. Acho que se chama felicidade.
No meu caminho de vida, encontrei pessoas com quem adoro conversar porque admiro a sua forma de pensar, outras com quem sinto uma enorme cumplicidade e consigo perder a noção do tempo num silêncio eterno. Há aquelas que subsistem em fazer-me rir até chorar, ou outras com quem estou, quando apenas procuro diversão. Houve poucas por quem perdi-me de amor. Pelos dedos se contam, aqueles que considero família de coração e estarão lá sempre para apoiar e motivar. Tu? Bem, tu és especial, porque és todas elas e mais algumas que ainda quero descobrir.
Obrigado, por fazeres-me acreditar que ainda é possível amar, em plena terceira idade.