At high speed, without steering or breaks.... the video lost the destination
Something else have been lost but maybe now, everything makes sense. Maybe now, everything means nothing or maybe a day will came that we don't want nothing at all... Maybe
Gostava de trocar de pele. Por vezes queria ser quem não sou, de assumir compromissos, condutas, de não me dar, não sentir tudo de uma vez, no fim há alturas em que gostava de ser um tipo diferente de quem sou. Consigo ter uma racionalidade de comportamento que até a mim, por vezes, impressiona. É sim ou não, não existe talvez. Não perco tempo, não me posso dar a esse luxo. É tão precioso o bónus que me foi oferecido por forças maiores que olho para a vida com uma enorme capacidade de encaixe às contrariedades. Quer, quer. Não quer, não quer. Adapto-me às disponibilidades e vontades.Esta postura vem desde miúdo, embora tenha sido inflacionada com os tropeções da vida. Adorava o meu avô. Foi um pessoa com quem pouco convivi mas que recordo com muita ternura. Lembro-me que em pequeno, todas as manhãs antes de sair de casa, dava a mim e ao meu irmão, um tema para estudarmos e no final do dia, ao jantar, lançava-nos perguntas sobre esse mesmo tema que tínhamos de responder acertadamente, para receber um simples caramelo como prémio. Eram noites que guardo com muito carinho, é uma pessoa que guardo com muito carinho. No dia que faleceu, a minha mãe informou-me a mim e ao meu irmão, da sua morte e lembro-me perfeitamente que não fiz caso, joguei para trás das costas e continuei a brincar como se nada se passasse. É esta a minha maneira de estar. Não me dou ao luxo de magoarem-me, por isso esqueço o que me dói ou simplesmente abstraio-me.
Sim, muita vez acabo por chorar, choro muito a dor que me causam em cinco minutos, deito tudo cá para fora, depois ergo a cabeça e sigo caminho. Por isso, há alturas em que gostava de trocar de pele e não seguir este impulso de continuar, ser melhor pessoa e ficar mas esse não sou eu. Sou nómada, um nómada não sofre, não se prende a nada. Aproveita o que de bom há enquanto existe e depois segue o seu caminho.
Construo-me em ciclos da vida, tentando não cometer os mesmos pecados. Sou Peter Pan, o menino que se recusa a crescer. Vivo do riso, sou o contágio da alegria e continuo a não pensar no risco que é percorrer caminhos ainda não desbravados, sempre em busca da adrenalina que uma aventura proporciona. Não me acanho, por que os tombos fazem parte da vida e são eles que dão sentido às palavras experiência e maturidade.Hoje fugi de mim, fugi do mundo e fui passear sozinho. Fui ver o rio, rio que banha a cidade, que banha os meus sonhos e me impulsiona a reflectir no que já se percorreu. Sou um felizardo. É essa a minha conclusão. Tenho vivido a duzentos à hora nessa estrada, vi de tudo, fiz de tudo e continuo a ter a mesma postura. Tudo se resolve, tudo tem a sua razão de ser e o fim de cada capítulo só me impulsiona a querer virar a página. Gosto de mim, sou positivo, sou como o sol que hoje estava no seu expoente anunciando o Verão que se aproxima. Fumava o meu cigarro, bebericando uma cerveja e embalado na ondulação do rio, perdia-me neste balanço de vida.
Peter sorveu os pós mágicos da Sininho e voou para o mundo do imaginário, sentou-se numa nuvem e desta vez ficou a contemplar o mundo cinzento do dia-a-dia que se deparava a seus pés. Que bom é ver que o calor humano ainda existe, saber dar valor ao que realmente é importante. Há sempre uma luz ao fundo do túnel, há sempre uma mão amiga em quem nos podemos apoiar e não me importa os desgostos da vida. Claro que às vezes a vida é dura mas embora não vivamos numa bolha em que as coisas negativas não nos afectam, tento sempre viver no positivo que o mundo nos oferece e é assim que encaro a nossa estadia no mundo.
Como cada um vê meio copo, diz muito da sua postura. Para mim está sempre por encher, anseio sempre por mais. Foi um dia bem passado, melhor virá com a noite e não olhem para mim, olhem para dentro de vocês e achem a vontade de fazer o que vos faz feliz. Sigam o impulso, enquanto Peter vira na segunda a direita seguindo sempre em frente até ao amanhecer, à procura de um novo capítulo.
Foi num virar de esquina que pela primeira vez te vi. Olhei para ti e pensei que o céu pintava-se de azul porque era o espelho dos teus olhos e que o prazer de contemplar as estrelas e o luar era causado pelo brilho do teu sorriso. Foste chegando de mansinho, de maneira arrebatadora conquistaste-me quando ainda não estava refeito de um grande desgosto e eu que só queria era passar tempo a divertir-me, numa tentativa de largar o passado. Trazia desde o início a noção que eras muito mais mulher para mim, do que eu poderia ser homem para ti. De algum modo bizarro vês em mim algo mais do que na realidade sou. Gostava de um dia ver e compreender pelos teus olhos como alguém que roça a perfeição consegue encontrar em mim o seu porto seguro.Sim tens um lado mais escuro. Gostas de levar a tua avante mas também sabes quando deves parar e ceder. Tens rompantes que me fazem correr atrás de ti, que me tiram do sério mas não deixo de querer correr. Não me dizes todos os tormentos que envolvem a tua alma mas compreendo que ainda não te sintas completamente segura para os partilhar. Tens medo de perder o que temos, tens medo que isto não seja mais do que uma ilusão de ambos, principalmente minha mas também sei que no fundo, o que queres é muito ter um amanhã comigo.
E os nossos gostos? São incrivelmente parecidos. Gostamos das mesmas coisas, desgostamos das mesmos lugares e coisas. Passamos horas a falar de trivial e de momentos importantes. Da música que tanto amo e que te dou a conhecer, de brincarmos e observarmos o que nos rodeia. Ainda não percebi, se atinges o gozo que me dá não ter de usar palavras para falarmos e saber o que queres. Esse trejeito de boca, sinal de quem não quer aquela opção, o sorriso que diz o quanto estás a adorar um certo momento ou o brilho que os teus olhos trazem quando encontras a minha figura perdida na multidão.
Adoro-te, adoro a flor de lotus, adoro o que temos e não temos, o que não assumimos mas somos, a lealdade e o respeito que nutres por mim. És o girassol, a princesa, a dama. Faço-te rir, fazes-me rir e já não dispenso as mensagens, os telefonemas, os cafés surpresa, os jantares, as noitadas e os serões de filmes. Apetece-me terminar fazendo uma rábula ao filme que tanto nos fez rir no outro dia. P.S.: I don't love you!
Ganhei vontade de transformar o mundo, enquanto o mundo vai transformando-me. Tudo à volta é tão claro, tudo à volta é tão dúbio. Sento-me, acendo um cigarro enquanto os dedos percorrem o teclado autonomamente descrevendo cada sentido, cada momento, dissipando os pensamentos numa postura de equilíbrio equilibrista.Tenho vontade de mais, sede de mais. Sinto o sangue pulsar nas veias, nativo de mim, nativo de ti mas ainda tenho tanto para reconquistar, tanto ainda para fazer, tenho tanto para percorrer e vou fazendo o malabarismo de equilibrar-me no tempo. No meu tempo, no teu tempo, naquele que até poderá vir a ser nosso. Fazes-me bem, faço-te melhor ainda e quando sozinhos ficamos o mundo encontra o equilíbrio fechando-se em nós e é assim que gosto de estar. Gosto do que gostas, estamos bem juntos, ficamos bem juntos, faço-te tremer, tu tiras-me o ar. Sim existe algo, existe mais, mas mais é amanhã e ainda estamos no hoje. No passo certo, com equilíbrio, talvez cheguemos lá ou talvez não mas isso é amanhã.
Vem ver, eu estou a batalhar com o tempo contra os meus problemas, a dançar no palco do mundo e vou vivendo o meu trabalho que tanto gosto, vivendo as relações, sejam amizades ou familiares, não te vou dizer como agir ou que fazer, só sei dizer-te que vivo por demais mas também que não vou desequilibrar porque preciso de traçar em mim a conduta de pensamento no equilíbrio que necessito e que à tão pouco tempo ajudaste-me a reconquistar.
A vida é cinzenta por natureza e a nós cabe dar-lhe tons coloridos. Foi assim, foi fugindo do cinza e dos problemas diários que avassalam o nosso dia-a-dia, que nasceu a turma do ix. A turma do ix, foi um encontro fortuito, de um grupo de indivíduos que buscavam algo mas que
Outro dia, saí para ir comprar tabaco ao café que existe aqui perto que ainda mantém as portas abertas até às duas da matina e ao olhar para um grupo de adolescentes que por lá se encontravam e fiz um sorriso. Sentei-me bebi uma imperial e aproveitei para divagar nos meus pensamentos. Isto é a turma do ix!
Todos os membros da turma do ix, já atingiram aquela idade onde a responsabilidade profissional impera, onde a azáfama dos dias é despendido
porque ele são pesadelo em más recordações, ele são o stress do trabalho, das
Diferente de gentes de poucas vistas, como uma a turma do ix
It would cause me pain if we were to end it
But I could start again
You can depend on it
I know I'm right
For the first time in my life
A internet é algo muito giro, mas perigoso. Noventa e nove porcento não tem essa percepção. É uma arma e eu só agradeço que não me a façam usar. Sim. Eu nasci inteligente para estas coisas. Novas tecnologias é comigo. A vida de uma pessoa pode ser desfeita à conta do mundo virtual. Até mesmo aquelas sopeiras que se sentem o máximo porque sabem ler uns livrecos, podem ser atacadas por um hacker!
Sempre me fiz aos projectos que acreditei que poderia concluir, só a esses. A internet é uma das ferramentas com que mexo muito bem, além do mundo gráfico que me permite criar-me um maratonista mesmo sendo um tipo de canadianas à mais de 14 anos. O problema é que. será que os intelectuais, tão intelectuais que eles são, acham bem andar a cutucar uma fera? Que para mais eles não conhecem de nado nenhum? Bem eu não sou nenhum Sócrates, mas não vou espicaçar alguém que pode desfazer a minha vida! mas isto sou eu a pensar alto....
Será que as pessoas não têm noção que as fotos podem ser copiadas, adulteradas e incluídas em sites pouco recomendáveis!? Eu não colocaria as minhas fotos sabendo o que por aí é possível ser feitas as maiores provas. Quantos sites pornográficos incluem imagens amadoras? De amador aquilo não tem nada, são locais onde se encontram caras de ex's E quer-me pareer que ou te portas vem ou de fiven ã o tens nada.!
na pio4eqw e3wp3wqw, 5imuqw ´3 im doe3o
Tenham dó de mim! Os recalcamentos são tais, que os maridos, só se encomendam por net, mas isto é ao mesmo tempo um mundo muito sombrio e de frustração! Mas como regem às suas convicções os outros pelos seus padrões esquecem que até lhes pode aparecer alguém que até saiba um bocadito mais do que elas e de certa forma consiga saber quantas cusquices fez por dia, qual a hora e de onde. Para não falar que se fosse uma pessoa mesmo má como as porteiras intelectuais me tomam, consiguia moradas, números de telefone e afins. O ponto de saber que consigo fazer a vida de alguém num inferno só estando em frente a um monitor... dá-me uma sensação de controle enorme. E que tal falsear fotografias!? Não é nada de especial para alguém com os meus conhecimentos
A Chefa, a Tieta Cabrita, o Gp Santinhos, o Basco e a Sininho. Núcleo duro de uma agência sempre em ebulição. Nunca tinha trabalhado tanto e com tão boa disposição. Há picos de trabalho durante o ano, claro que há, todas as agências são assim mas tem sido um mês e meio por demais! O que vai aguentando os efervescentes é a boa disposição e o excelente relacionamento que existe. Bem, também é verdade que contamos com as algálias e o soro intravenoso para nos servir de suporte à vida, pois de outra maneira já teríamos batido a caçoleta tal é a quantidade de horas contínuas na labuta.Quando mais uma vez, se esperava pela acalmia, eis que aparece um mega projecto que pode lançar a agência para outros voos. Lá se teve de dizer adeus ao coelhinho da Páscoa e às papas de sarrabulho, bem como às noitadas programadas na Praia das Maçãs em karaokes e com mimos das priminhas. Pensavas tu que ias ver o mar? Pensavas tu que ias dormir até tarde, comer a bela da sopinha caseira e respirar o ar do campo? Ora volta mas é para o computador, prende a corrente, coloca a algália, espeta a agulha para o soro e vamos embora para nova maratona!
Quando me derem ordem de soltura, voltarei a relatar com mais precisão e pormenor o nosso ambiente de trabalho e as loucuras do dia-a-dia. Este fim-de-semana foi um pequeno milagre de descanso e divertimento que me vão sair do pêlo. Até pagar, muito bem pago estes dias, espero poder voltar a ver o sol, sem ser da janela do meu escritório.
Sento-me no escuro com o brilho do monitor a reflectir no casaco que ainda não tive coragem de tirar e chegam-me as palavras... Tens razão, tens toda a razão. Não é que não te queira bem, que não te dê valor, que não preze a nossa amizade, apenas nunca se proporcionou escrever sobre ti. Talvez seja a consequência de não haver palavras que cheguem para expressar todo o meu agradecimento e já por mais que uma vez te disse. É difícil ser teu amigo. Tu não tornas as coisas fáceis. A tua dedicação aos amigos é de tal forma, que torna complicado para qualquer um estar ao teu nível. Também é verdade que ultimamente tenho escrito muito sobre os meus sentimentos recentes e não tenho dado espaço a mais nada, porque talvez esta também seja uma forma de me apaziguar e de reencontrar um equilíbrio que durante algum tempo perdi. Esta noite fizeste uma cena de ciúmes barata, por causa do texto ao N. e tens razão, tens toda a razão, por isso aqui vai:Engraçado como são as coisas, não fomos colegas, estava eu de saída e tu a dar os primeiros passos nos amigos de sempre, ou seja não houve convivência evidente mas é giro como sempre guardei-te na memória, quando de outros com quem vivi anos, não guardo nada, nem mesmo o rosto. Esta ideia leva-me à letra da Chuva, da Mariza. - Há gente que fica na história, da história da gente e outras de quem nem o nome lembramos ouvir - Quando em Belém nos reencontrámos, estavas igual à lembrança que trazia e é giro ver que mesmo depois de um hiato de tempo enorme chegamos ao instante do hoje, em que somos inseparáveis. Estivemos uma semana sem nos vermos ou trocado mais do que duas palavras e senti a tua falta. Os nossos cafés, os jantares, o estarmos bem sem ter de abrir a boca, as palhaçadas e a expressão única que fazes quando tenho uma das minhas tiradas idiotas.
Eu tenho um feitio difícil, tu sabes bem isso, não sou fácil de suportar e no entanto encontras sempre paciência para me aturar, mesmo no pior dos meus dias. Como será isso possível? Mesmo quando andei caído numa ilusão de sentimentos que só me deitaram abaixo e que poderiam ter colocado a nossa amizade em causa, conseguíste surpreender-me. Disseste algo que me fez muito contente na altura. Por ter sido sobre quem era e à frente de quem foi. Sabes do que estou a falar? Foi esta a frase: Espero que sejam muito felizes! Agora recorda-te do enredo, do local, da data e à frente de quem o disseste. És mesmo o máximo e não deixas de me surpreender. Os cães ladram e a caravana passa, lia eu no outro dia.
Há momentos da tua dedicação que sempre guardarei comigo e dos quais me irei lembrar com um sorriso, mesmo que tenham sido alturas menos boas. A tua entrada na enfermaria com as almofadas, os brigadeiros que tanta fama ganharam em São Lázaro, os caracóis numa esplanada improvisada, o meu primeiro jogo da selecção em que tu tanto apoiavas o desempenho do Nuno Gomes, aquela maravilhosa tarde de esplanada de praia (foi dos melhores dias da minha vida, em completa paz com o mundo), o teu sorriso de surpresa e felicidade com um logótipo que a mim não custou nada fazer. São tantos os momentos que já levo de recordação que um obrigado não chega. Por mil vezes que repita a palavra, nunca será suficiente.
Sabes, hoje fizeste-me um pergunta que deliciou-me: - Como estás da costela? - Podes não ter percebido mas a verdade é que embora todas as pessoas saibam que eu tenho a costela partida, foste a única que até hoje que se lembrou de perguntar e isso faz muito sentido. Porque só mesmo tu é que arranjarias tempo para te alheares do teu mundo e pensar tanto no bem-estar dos outros. Tenho muito orgulho de te ter como amiga, porque o teu molde é mesmo único.
Tento ser aquilo que és para mim e acho que sabes que estarei sempre lá para ti, venha o que, ou quem vier e desculpa não conseguir atingir o teu patamar mas tens de ter a noção que é muito complicado manter o passo, embora te dê uma certeza. Estarei cá no bom, no mal e no assim, assim. Por mais palavras que continue para aqui a escrever nunca encontrarei forma de agradecer o poder dizer que és minha amiga.
Acabo com duas tiradas, que acho importantes ressalvar. Primeiro: Espero ter conseguído transmitir, com este texto, um bocadinho do quanto importante é ter-te na minha vida. Segundo: Quando é que fazes a vontade ao teu sobrinho Dudú e dás o jeitinho!? :D
De quando em vez, tens tiradas que me desarmam e olha que isso não é fácil de acontecer. Por duas ou três vezes fizestes comentários como se a minha alma fosse um livro aberto e acabas por colocar-me numa posição desconfortável. Anda um tipo tanto tempo a esconder-se para não nos lerem o coração e lá vens tu com uma frase que retira o chão a qualquer um! Onde vais tu perceber, aquilo que os outros não vêem, gostava eu de saber!
És inteligente e desligado da azáfama do mundo, com bom fundo e que ainda acredita no que de melhor existe nas pessoas. Em certa parte invejo essa tua crença e espantas-me com a fé que depositas em mim. Tens sido uma agradável surpresa e um excelente amigo. Foste tu que me fizeste acreditar, quando já nem eu mesmo acreditava. Como foste tu que me deste a mão invisível de apoio, quando já nem tu acreditavas. Tens razão, sempre acabas por ter razão. Fui à luta e fiz tudo o que tinha a fazer. Não chegou? Então segue o caminho de consciência tranquilo por saberes que tentaste. Foi algo deste género que tu me disseste no outro dia .
Obrigado pela tentativa de ontem, foi excelente. Ou pensas que não percebi o que estavas a tentar fazer? Eu até posso parecer alheado mas entendi-te perfeitamente. Sei que sabes sempre quando actualizo o blog, por isso quando leres essas linhas, não te preocupes comigo, não há necessidade. Não é para aí que estou virado mas estou bem e estarei ainda melhor. Só preciso de tempo, tempo para mim. Espero que as coisas corram como tu mereces e sabes sempre que podes contar comigo, seja para passar vergonhas nas análises do hospital ou em paragens stop, provocadas pelas correrias nocturnas.
Desculpa a exposição mas tinha de deixar-te aqui um obrigado sentido, por tudo aquilo que me tens proporcionado e todo o apoio que me deste. N Rules!
atado em mim, a cada lugar meu
tento entender o rumo que a vida nos faz tomar
tento esquecer a mágoa
guardar só o que é bom de guardar
Pensa em mim protege o que eu te dou
Eu penso em ti e dou-te o que de melhor eu sou
sem ter defesas que me façam falhar
nesse lugar mais dentro
onde só chega quem não tem medo de naufragar
Fica em mim que hoje o tempo dói
como se arrancassem tudo o que já foi
e até o que virá e até o que eu sonhei
diz-me que vais guardar e abraçar
tudo o que eu te dei
Mesmo que a vida mude os nossos sentidos
e o mundo nos leve pra longe de nós
e que um dia o tempo pareça perdido
e tudo se desfaça num gesto só
Eu vou guardar cada lugar teu
ancorado em cada lugar meu
e hoje apenas isso me faz acreditar
que eu vou chegar contigo
onde só chega quem não tem medo de naufragar
Mesmo que a vida mude os nossos sentidos
E o mundo nos leve pra longe de nós
E que um dia o tempo pareça perdido
E tudo se desfaça num gesto só
Eu vou guardar cada lugar teu
Atado em mim, a cada lugar meu
E hoje apenas isso me faz acreditar
Que eu vou chegar contigo
Onde só chega quem não tem medo de naufragar
Quem me conhece sabe que adoro música, que vivo e respiro dela. Oiço de tudo um pouco, tenho uma excelente cultura musical e um pequeno tesouro discográfico. Sou daqueles que navega na net, em busca de novos sons e à uns meses descobri Colbie Caillat e o Jason Reeves. Hoje em dia Colbie passa nas rádios incessantemente, com o tema Bubbly, mas a menina da Califórnia, que relembra Jack Johnson na versão feminina têm temas muito melhores. Já tenho o primeiro álbum dela, "Coco" e embora não esteja incluído Droplets, versão que se pode encontrar no youtube fiquei muito contente por encontrar Realize. Que excelente álbum, com músicas a reviver sons pop de toada acústica. Muito bom, vale a pena.
O céu ferido vai-se esvaindo a conta-gotas perdendo a sua tonalidade verde, altera-se para um tom vermelho rubro, relembrando que tudo na vida se transforma, seja para melhor ou pior. Existe uma curiosidade de tentar entender se porventura existe a noção na outra margem de que utilizei todas as cores para pintar a vida.Ainda vou puxando dos pincéis, dando umas pinceladas aqui e ali mas a tela não se dá, não quer inspirar e o quadro vai fluindo para uma mancha de negro, tatuada para uma eternidade que gladia contra a minha vontade enorme de querer voltar a reviver cores vivas.
O escuro, aos poucos, vai-se apoderando da esperança, por trazer no vento anúncios de margens que são verdadeiras estrelas presentes mesmo não se vendo, de chegarem a estar a dois passos e fingirem que não vieram a casa, banhadas em cores de Fridas Kalos, orgulhosas de bloqueios e extinções de contactos. A conta-gotas vai-se diluindo a vontade de batalhar contra esse escuro, por não encontrar razão ou inspiração e depreender com muita tristeza que a solidão é o caminho optado da margem. Em último apelo, vamos rogando ao tempo mais qualidade de tempo para criar a base de um amanhã melhor.
Sou uma pessoa imperfeita, tenho medo, o que significa que ainda tenho algo a perder - Nós não vamos conseguir que isto resulte, pois não? - É a frase que ecoa na minha cabeça mas não compreendo o seu significado, se o que se sente é por demais evidente. Se a química está lá presente porque será patente este sentimento de falta, de gelar com a opção de perder a esperança? Talvez um dia? Talvez... Talvez se não fechares a porta por completo. Se não resulta por estarmos em ritmos diferentes isso não implica que amanhã o compasso não esteja afinado. Temos de entrar no balanço do diapasão, afinar tons e acreditar, enfim, ter fé. É preciso querer acreditar no que se sente.Sou uma pessoa imperfeita e contínuo a ter medo...
Acorda numa madrugada fosca, inchado do tempo. Do tempo que nunca foi agora. Do tempo que tudo trouxe e tudo levou. Há marcas da vida que não marcam e há uma intensidade num ápice que perfura a pele e se entranha no mais profundo lugar do ser.Brilha cintilante a nuvem envolta pela angústia de viver por sobreviver. Numa enxurrada de pensamentos recordando as promessas levadas no sopro das palavras. Quando se apelou à calma infinita de uma espera, com companheirismo e presença assídua e acabou-se por tropeçar nas palavras dos diálogos, que poluíram discussões perdendo todo o sentido de existência. Foi o medo, o medo de existir o que agora é real. Porque o agora, nunca será uma realidade. Jogam as escritas, no tom seco e duro da palavra irreversível.
O mundo voltou a girar, essa máquina infernal que não perde o tempo da sua marcha. Sentado num banco à janela vai faltando a energia, a vontade, o querer, para voltar a vestir a capa que todos engana quando o dia se faz alto. Vou fazendo preces à vida, chegando a implorar ao mundo. Dá-me forças, devolve-me a vontade de ser quem fui, porque assim não sou ninguém.
- Irreversível: Designativo de um processo ou fenómeno químico ou físico que, após a sua concretização num determinado sentido, não pode voltar ao estado primitivo.
Ontem ao falar com uma grande amiga, que não via há muito tempo, dei-me conta que nunca expliquei porque utilizo o nome The Real Johnny Bravo. Já faz alguns anos que adoptei este nick para tudo na net.Lembro de ver o primeiro episódio e de ficar pasmado, com o enredo. Trata-se de uma sátira ao perfil de muito suposto homem que por aí deambula. Johnny Bravo, vive em casa da mãe, é obcecado por mulheres bonitas, narcisista, de raciocínio lento e mestre na conversa do engate barato.
Em todos os episódios existe uma personagem feminina inteligente e que não suporta Johnny e tudo o que ele representa. Em todos os enredos, ele acaba sempre por se meter em trapalhadas para conquistar a rapariga, a lembrar o coiote com todos os estratagemas para apanhar o bip-bip e que termina sempre esfomeado. Neste caso, acaba sempre sozinho, com mazelas e frustrado...
Desde a origem que a minha vida assemelha-se com as devidas proporções. Não falo, somente da área afectiva, englobo a comparação em todos os campos. A maior parte das vezes sou eu mesmo que crio os meus problemas, acabando sempre chamuscado, sozinho, sem razão e a pagar as consequências. Também eu tenho mazelas físicas e da alma para o resto da vida, por causa das asneiras que fiz. Como diz Ti Kika: "tu nem com o corpo aprendes!" Mas tal qual, Johnny Bravo dos desenhos animados, também eu mostro sempre o meu sorriso a quem convive comigo.
Johnny Bravo durou quatro temporadas com um total de sessenta e cinco episódios, havendo ainda hoje reposições. Quanto ao Johnny da vida real, contínua neste espectáculo, apelidado de existência, pronto para a próxima aventura, de temporada em temporada, até não haver audiências e cancelarem a série.
Eu lutarei para que morra em mim o desejo de amar o mel dos teus olhos, porque a exaustão que tomou conta do meu ser, seria uma penitencia eterna. Quero ter fé, na crença de que não irei cair em tentação desesperada de um abismo profundo e conseguirei levar o barco a porto seguro.
No entanto a tua fugaz presença foi o tornar da noite em dia, e eu sinto que levarás para sempre a minha pele na tua pele, como na minha por longo tempo ficará tatuado o teu sabor a sal. Foi um desencontro no tempo que trouxe até mim a misteriosa essência do teu ser num desordenado abandono à felicidade.
Longe não se encontra o dia em que a tua face encostará em outra face. Uma silhueta diferente da minha mas compreensiva, presente, paciente e que verdadeiramente ames. Isso será possível no instante que conseguíres encontrar a paz que necessitas para resolver o que não está resolvido. Essa porta já não se encontra trancada a sete chaves, foi semi-aberta ,porque eu fui o teu parceiro confidente no íntimo da noite mas tu não perceberás que quem a abriu fui eu.
Eu ficarei na minha solidão, como o veleiro perdido no horizonte, navegando no silêncio da luz do farol, vagueando nas ondas da noite. Levarás contigo sempre a minha presença ausente, que de vez em quando recordarás, por necessidade de um pequeno gesto, um sorriso ou uma palavra de incentivo.
Nessa recordação de mim, conta os teus anseios que te consomem ao mar agitado, que as palavras jogadas no sopro do vento, viajarão sobre as estrelas cintilantes, até chegarem a mim e eu tentarei ser a tua voz presente, numa ausência apaziguadora e serenada.
À minha espera na estação estava o bólide do atleta e a Marta na condução com roteiro traçado em gps a uma francesinha no Capa Negra. Neste restaurante, conhecido por servirem a típica iguaria do Porto, existe na ementa três variedades de francesinhas: Com ovo, com batatas e a especial. A especial, é muito, muito especial porque não leva ovo, nem batatas! Preferimos optar pela francesinha que não vem impressa no menu. A que é servida com ovo e batatas! Após o repasto, já mais relaxado mas com o peso do mundo sobre os ombros, seguimos viagem para Viana. A quantidade de horas que se devem à cama, obrigaram ainda, a uma pequena paragem para um café em Neiva, servido por uma silhueta atípica carregada de sotaque visiense. A chegada a Mujães, coincidiu com o regresso a casa, da nossa "Isabelita" da sua actuação no Santoinho.
O tempo foi correndo nas asas da noite, em conversas que se tornavam infindáveis, servidas com whisky do defunto no aconchego convidativo do sofá, até as quatro da manhã. Com o chegar do amanhecer, encontrava-me já sozinho na sala, deambulando na internet em busca de um sinal de mudança. A vontade e a esperança, impeliam-me de não arredar pé do computador. Foi nesta postura que os olhos traiam o sorriso que pela manhã recebeu a minha anfitriã. Com os fantasmas dos velhos do Restelo a viverem na minha mente, desisti por momentos e cedi a três almejadas horas de descanso.
Na saída para almoço tardio, volta a leve disposição de fingir, esquecer o que se deixou para trás, saboreando a refeição com brincadeiras, gracejos e calcorreando a cidade e os seus recantos em busca de distracção numa fuga de pequenos nadas, pequenos tudo. Apela-se à defesa do bom ambiente, erguendo-se a máscara da brincadeira, que as olheiras teimam em delatar. Percorre-se Santa Luzia, em busca da fotografia perfeita com um misto de fé e crença. Os caminhos do monte a encherem os pulmões do que é puro e no contraste do dia cinzento, com o verde do campo, a mente a fugir para pensamentos impróprios para altura de relaxamento e prazeres da vista.
Ao cair da noite, jantar a dois com a Martolas, enquanto a Caty se faz a caminho da gravação do dvd no Santoinho. Um arroz de tamboril, acompanhado com o vinho que tanto tinha procurado em ementas de jantares que se queriam especiais. Os empregados uma simpatia e a companhia merecia novo chamamento da a
Para meu agrado, a nossa Isabel Silvestre, arranjou maneira de nos fazer entrar na festança do Santoinho. O que muito contribuiu para um momento bem passado, a perder a lembrança da realidade. A noite já ébria pintou a manta, rodeado do que é típico, da nossa cultura, a nossa herança. O orgulho nas nossas raízes estampado com brio em cada interveniente ou espectador, forçou em mim uma boa disposição, repleta de risos genuínos, a diverti-me como se o amanhã e o passado tivessem sido barrados à entrada daquele espaço. Já alta ia a noite quando regressámos à morada da Catarina. A estafa fez-me bem, os copos ajudaram a quebrar a resistência para mais uma noite em claro, perdido na escuridão. Acabei por adormecer profundamente, levando comigo uma anestesia de qualquer raciocínio. Dormir por dormir.
Domingo, com um acordar já nostálgico, prosseguimos viagem para o Camelo. O restaurante onde as minhas papas de sarrabulho aguardavam-me impacientes, enquanto eu ia salivando. Os três em estado de descompressão, foram degustando os petiscos embalando na moleza de um adeus anunciado desde a chegada. Resistindo ao cansaço, ainda houve tempo para um último passeio até à praia fluvial do Rio Neiva. O resto da tarde foi passada em casa. Martolas a ecoar o tractor, prostrada no sofá a retemperar energias para a viagem, a Caty de atenção virada para a televisão e eu no retornar da busca do sinal perdido em offline.
Já entrando na noite, fizemos-nos à estrada, deixando promessas à Caty de uma nova visita para breve, com mais tempo, mais convívio e mais amig
os de sempre. O caminho para Lisboa foi passado numa batalha com a repetição do cd culminando com a passagem para a rr e o relato do meu Benfas, obrigando-me de certa maneira, a fugir ao olhar que cada vez mais contemplava o futuro na tempestade, que se aproximava a cada quilómetro que fazíamos. Porque nem a sombra de quem sou me transforma em alguém melhor, acabo por fazer descer a cortina do palco, em doces ilusões de esperança num amanhã que já não existe.De qualquer maneira... Thanks Caty, thanks Martolas, por momentos fizeram-me esquecer o mundo cinza e recarregar energias para as batalhas contra a minha própria sombra.
Fechou-se a porta, um enorme portal, em grande estrondo. Volta a sombra omnipresente, a sombra de quem tu mereces ser. Está de volta ao abraço de uma vida monocromatica, em tons de cinza.Amanhã o dia não vai ser claro, não será fresco, nem ameno. Estará pardo, e tu tens de ter tento contigo. Volta a colocar a pedra, no peito. É o lugar dela. Para quê teimaste tu em te enamorares pelo sol? Não sabias que o sol, está longe, a milhares de quilómetros de distância? O seu calor refresca mas também queima e por fim esconde-se.
Não estejas imóvel, saí de frente do portal, ele não se quer voltar a abrir, ele não se vai escancarar. O Sol já se pôs, as nuvens ameaçam uma tempestade e a sombra aguarda-te com tanto carinho... bem-vindo à realidade da tua vida.