The Real Johnny Bravo

Histórias de um livro chamado vida

Foi num virar de esquina que pela primeira vez te vi. Olhei para ti e pensei que o céu pintava-se de azul porque era o espelho dos teus olhos e que o prazer de contemplar as estrelas e o luar era causado pelo brilho do teu sorriso. Foste chegando de mansinho, de maneira arrebatadora conquistaste-me quando ainda não estava refeito de um grande desgosto e eu que só queria era passar tempo a divertir-me, numa tentativa de largar o passado. Trazia desde o início a noção que eras muito mais mulher para mim, do que eu poderia ser homem para ti. De algum modo bizarro vês em mim algo mais do que na realidade sou. Gostava de um dia ver e compreender pelos teus olhos como alguém que roça a perfeição consegue encontrar em mim o seu porto seguro.
Encontrei uma amiga, uma companheira, por vezes possessiva derivado da necessidade de precisar sentir-se segura, pois da vida já trás decepções e traições que cheguem. Hesitante com todos os comportamentos sociais, sempre com o pensamento na protecção daqueles que ama. Que treme quando lhe digo o que sinto ou que chora por achar que não mereço ter as limitações físicas que tenho. Uma mulher cheia de paixão, carinhosa, dedicada, leal e fiel. És muito mais do que pensas, és muito mais para mim do que realmente pensas.
Sim tens um lado mais escuro. Gostas de levar a tua avante mas também sabes quando deves parar e ceder. Tens rompantes que me fazem correr atrás de ti, que me tiram do sério mas não deixo de querer correr. Não me dizes todos os tormentos que envolvem a tua alma mas compreendo que ainda não te sintas completamente segura para os partilhar. Tens medo de perder o que temos, tens medo que isto não seja mais do que uma ilusão de ambos, principalmente minha mas também sei que no fundo, o que queres é muito ter um amanhã comigo.
E os nossos gostos? São incrivelmente parecidos. Gostamos das mesmas coisas, desgostamos das mesmos lugares e coisas. Passamos horas a falar de trivial e de momentos importantes. Da música que tanto amo e que te dou a conhecer, de brincarmos e observarmos o que nos rodeia. Ainda não percebi, se atinges o gozo que me dá não ter de usar palavras para falarmos e saber o que queres. Esse trejeito de boca, sinal de quem não quer aquela opção, o sorriso que diz o quanto estás a adorar um certo momento ou o brilho que os teus olhos trazem quando encontras a minha figura perdida na multidão.
Adoro-te, adoro a flor de lotus, adoro o que temos e não temos, o que não assumimos mas somos, a lealdade e o respeito que nutres por mim. És o girassol, a princesa, a dama. Faço-te rir, fazes-me rir e já não dispenso as mensagens, os telefonemas, os cafés surpresa, os jantares, as noitadas e os serões de filmes. Apetece-me terminar fazendo uma rábula ao filme que tanto nos fez rir no outro dia. P.S.: I don't love you!

2 comments:

Anónimo disse... 3:32 p.m.  

Conheço todo esse sentir de algum lado e sei identificar tão bem o que é sentido!

Andas mesmo com os sentidos apurados :)

Contagem Ao Segundo