Sento-me no escuro com o brilho do monitor a reflectir no casaco que ainda não tive coragem de tirar e chegam-me as palavras... Tens razão, tens toda a razão. Não é que não te queira bem, que não te dê valor, que não preze a nossa amizade, apenas nunca se proporcionou escrever sobre ti. Talvez seja a consequência de não haver palavras que cheguem para expressar todo o meu agradecimento e já por mais que uma vez te disse. É difícil ser teu amigo. Tu não tornas as coisas fáceis. A tua dedicação aos amigos é de tal forma, que torna complicado para qualquer um estar ao teu nível. Também é verdade que ultimamente tenho escrito muito sobre os meus sentimentos recentes e não tenho dado espaço a mais nada, porque talvez esta também seja uma forma de me apaziguar e de reencontrar um equilíbrio que durante algum tempo perdi. Esta noite fizeste uma cena de ciúmes barata, por causa do texto ao N. e tens razão, tens toda a razão, por isso aqui vai:Quando estive internado, foste incansável e não é à toa que ganhaste a alcunha de Ti Kika Júnior, pois eu bem sei como é agitada a tua vida e embora andasses numa azáfama, com horários de padeiro e pressões do atleta, arranjavas sempre tempo para uma passagem pelo hospital e se não te fosse possível de todo aparecer, tinhas sempre a preocupação de ligar, com palavras de conforto e de amizade. Quantas e quantas vezes vieste visitar-me? Quantas vezes foste levar-me ao mundo perdido de Bucelas, depois de um dia de consultas, quando de manhã bem cedo, tinhas de estar de pé? Tu que tanto gostas de dormir!
Engraçado como são as coisas, não fomos colegas, estava eu de saída e tu a dar os primeiros passos nos amigos de sempre, ou seja não houve convivência evidente mas é giro como sempre guardei-te na memória, quando de outros com quem vivi anos, não guardo nada, nem mesmo o rosto. Esta ideia leva-me à letra da Chuva, da Mariza. - Há gente que fica na história, da história da gente e outras de quem nem o nome lembramos ouvir - Quando em Belém nos reencontrámos, estavas igual à lembrança que trazia e é giro ver que mesmo depois de um hiato de tempo enorme chegamos ao instante do hoje, em que somos inseparáveis. Estivemos uma semana sem nos vermos ou trocado mais do que duas palavras e senti a tua falta. Os nossos cafés, os jantares, o estarmos bem sem ter de abrir a boca, as palhaçadas e a expressão única que fazes quando tenho uma das minhas tiradas idiotas.
Eu tenho um feitio difícil, tu sabes bem isso, não sou fácil de suportar e no entanto encontras sempre paciência para me aturar, mesmo no pior dos meus dias. Como será isso possível? Mesmo quando andei caído numa ilusão de sentimentos que só me deitaram abaixo e que poderiam ter colocado a nossa amizade em causa, conseguíste surpreender-me. Disseste algo que me fez muito contente na altura. Por ter sido sobre quem era e à frente de quem foi. Sabes do que estou a falar? Foi esta a frase: Espero que sejam muito felizes! Agora recorda-te do enredo, do local, da data e à frente de quem o disseste. És mesmo o máximo e não deixas de me surpreender. Os cães ladram e a caravana passa, lia eu no outro dia.
Há momentos da tua dedicação que sempre guardarei comigo e dos quais me irei lembrar com um sorriso, mesmo que tenham sido alturas menos boas. A tua entrada na enfermaria com as almofadas, os brigadeiros que tanta fama ganharam em São Lázaro, os caracóis numa esplanada improvisada, o meu primeiro jogo da selecção em que tu tanto apoiavas o desempenho do Nuno Gomes, aquela maravilhosa tarde de esplanada de praia (foi dos melhores dias da minha vida, em completa paz com o mundo), o teu sorriso de surpresa e felicidade com um logótipo que a mim não custou nada fazer. São tantos os momentos que já levo de recordação que um obrigado não chega. Por mil vezes que repita a palavra, nunca será suficiente.
Sabes, hoje fizeste-me um pergunta que deliciou-me: - Como estás da costela? - Podes não ter percebido mas a verdade é que embora todas as pessoas saibam que eu tenho a costela partida, foste a única que até hoje que se lembrou de perguntar e isso faz muito sentido. Porque só mesmo tu é que arranjarias tempo para te alheares do teu mundo e pensar tanto no bem-estar dos outros. Tenho muito orgulho de te ter como amiga, porque o teu molde é mesmo único.
Tento ser aquilo que és para mim e acho que sabes que estarei sempre lá para ti, venha o que, ou quem vier e desculpa não conseguir atingir o teu patamar mas tens de ter a noção que é muito complicado manter o passo, embora te dê uma certeza. Estarei cá no bom, no mal e no assim, assim. Por mais palavras que continue para aqui a escrever nunca encontrarei forma de agradecer o poder dizer que és minha amiga.
Acabo com duas tiradas, que acho importantes ressalvar. Primeiro: Espero ter conseguído transmitir, com este texto, um bocadinho do quanto importante é ter-te na minha vida. Segundo: Quando é que fazes a vontade ao teu sobrinho Dudú e dás o jeitinho!? :D
Engraçado como são as coisas, não fomos colegas, estava eu de saída e tu a dar os primeiros passos nos amigos de sempre, ou seja não houve convivência evidente mas é giro como sempre guardei-te na memória, quando de outros com quem vivi anos, não guardo nada, nem mesmo o rosto. Esta ideia leva-me à letra da Chuva, da Mariza. - Há gente que fica na história, da história da gente e outras de quem nem o nome lembramos ouvir - Quando em Belém nos reencontrámos, estavas igual à lembrança que trazia e é giro ver que mesmo depois de um hiato de tempo enorme chegamos ao instante do hoje, em que somos inseparáveis. Estivemos uma semana sem nos vermos ou trocado mais do que duas palavras e senti a tua falta. Os nossos cafés, os jantares, o estarmos bem sem ter de abrir a boca, as palhaçadas e a expressão única que fazes quando tenho uma das minhas tiradas idiotas.
Eu tenho um feitio difícil, tu sabes bem isso, não sou fácil de suportar e no entanto encontras sempre paciência para me aturar, mesmo no pior dos meus dias. Como será isso possível? Mesmo quando andei caído numa ilusão de sentimentos que só me deitaram abaixo e que poderiam ter colocado a nossa amizade em causa, conseguíste surpreender-me. Disseste algo que me fez muito contente na altura. Por ter sido sobre quem era e à frente de quem foi. Sabes do que estou a falar? Foi esta a frase: Espero que sejam muito felizes! Agora recorda-te do enredo, do local, da data e à frente de quem o disseste. És mesmo o máximo e não deixas de me surpreender. Os cães ladram e a caravana passa, lia eu no outro dia.
Há momentos da tua dedicação que sempre guardarei comigo e dos quais me irei lembrar com um sorriso, mesmo que tenham sido alturas menos boas. A tua entrada na enfermaria com as almofadas, os brigadeiros que tanta fama ganharam em São Lázaro, os caracóis numa esplanada improvisada, o meu primeiro jogo da selecção em que tu tanto apoiavas o desempenho do Nuno Gomes, aquela maravilhosa tarde de esplanada de praia (foi dos melhores dias da minha vida, em completa paz com o mundo), o teu sorriso de surpresa e felicidade com um logótipo que a mim não custou nada fazer. São tantos os momentos que já levo de recordação que um obrigado não chega. Por mil vezes que repita a palavra, nunca será suficiente.
Sabes, hoje fizeste-me um pergunta que deliciou-me: - Como estás da costela? - Podes não ter percebido mas a verdade é que embora todas as pessoas saibam que eu tenho a costela partida, foste a única que até hoje que se lembrou de perguntar e isso faz muito sentido. Porque só mesmo tu é que arranjarias tempo para te alheares do teu mundo e pensar tanto no bem-estar dos outros. Tenho muito orgulho de te ter como amiga, porque o teu molde é mesmo único.
Tento ser aquilo que és para mim e acho que sabes que estarei sempre lá para ti, venha o que, ou quem vier e desculpa não conseguir atingir o teu patamar mas tens de ter a noção que é muito complicado manter o passo, embora te dê uma certeza. Estarei cá no bom, no mal e no assim, assim. Por mais palavras que continue para aqui a escrever nunca encontrarei forma de agradecer o poder dizer que és minha amiga.
Acabo com duas tiradas, que acho importantes ressalvar. Primeiro: Espero ter conseguído transmitir, com este texto, um bocadinho do quanto importante é ter-te na minha vida. Segundo: Quando é que fazes a vontade ao teu sobrinho Dudú e dás o jeitinho!? :D
3 comments:
Depois de ler este texto, fico sem palavras para te responder. Fiquei emocionada, é verdade! É muito bom saber que os outros têm carinho por nós... é o que nos reconforta, o que nos aconchega e o que nos dá vontade de continuar a dar o melhor de nós a quem está por perto.
Em relação a fazer a vontade ao Dudu... se o fizesse iria ter o pai general a torrar-me a paciência porque estrago a criança com mimos e que lhe faço as vontades todas... e como quero continuar a ser recebida de braços abertos em casa da família Pimenta Santos, não vou fazer a vontade ao Dudu :)
E se o Gui também pedir!? Será que dás o jeitinho? LOL Pelo que sei a Pimenta também está prestes, prestes a unir-se no pedido. Já só falta o general! Mas esse é soft, nada como um bom suborno para fazer-lo entrar no esquema!
Que vontade é essa que a Marta tem de fazer????
Além disso Manique o teu agradecimento não podia estar melhor. Assim obrigas-me a fazer uma agradecimento à Marta também por estar sempre presente na minha Vida.
Por fazer parte da minha Vida!!!!!!!
Obrigada Marta Manique Bruno!
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