The Real Johnny Bravo

Histórias de um livro chamado vida

Cada um de nós nasce com aptidão para pelo menos uma profissão. Há aqueles que são bons em contas e seguem economia ou gestão. Os que se fascinam com a vida e a curiosidade do corpo humano, perseguem a carreira de médicos. Eu por exemplo, tenho uma percepção fértil de espaço, enquadramento e um traço mais ou menos seguro, por isso segui a área de Design, já que não via garantias num futuro promissor como pintor.
O que vejo é muitas pessoas a seguirem pela via errada, optam por uma profissão que não vai nada a condizer com as suas melhores apetências. E olhem que são uma catrefada delas, que eram perfeitas para executar uma profissão muito digna mas pouco valorizada devido ao fraco status, ordenado pouco expressivo e associação a outras vertentes, que nada têm a haver com a profissão em causa. Se esse posto trouxesse status, riqueza e pouco trabalho árduo, embora esta última exigência até seja razoável de ser alcançada, acredito que muitas dessas pessoas, estavam à porta do instituto do emprego e formação, a rogar a todos os santinhos e a meter cunhas, para darem-lhes o bem dito cargo.
Ok, há algumas tarefas menos agradáveis. Mas também qual é a profissão que não tem as suas pequenas chatices? E digo-vos que existem gajas, que se fosse necessário fazer um exame para provar que nasceram para a dita profissão, passavam com mérito e distinção. Não pelo trabalho em si, pois esse infelizmente a maioria de nós tem de aprender a fazer. Só mesmo os filhos dos excêntricos do euromilhões, do Balsemão, do Belmiro ou do Amorim, devem safar-se à maldita aprendizagem. Quem é que não sabe levar o lixo à rua, encerar pisos, lavar o chão ou vidros? A maioria de nós sabe!
O bom da profissão, é que não exige que despenda-se muito tempo do dia para fazer-lo aceitavelmente e acaba por abrir portas ou bocas, dependendo do tamanho, para se intrometer na vida alheia, mesmo quando não há no que se meterem ou dizer. A imaginação conjugada com a falta de carácter adjacente, é uma ferramenta muito útil, para estar entre a elite desta profissão . Qual de nós nunca soube notícias dos vizinhos através da porteira? - Veja lá o Miguel, filho do senhor Silva, do segundo direito, chegou a casa com os copos e vomitou-me a escada toda, porque não dava com o botão do elevador! Só pode andar nas drogas! Ou a senhora Isabel que tem a mania que é mais que os outros, pois passa por aqui e mal olha ao dizer um bom-dia, quase que aposto que o marido deve ter uma amante! E que dizer da fulaninha que alugou o quinto esquerdo e é um corrupio de homens a entrarem! Deve ser fresca, deve! Sinceramente, qual de vós nunca ouviu ou presenciou tais situações relatadas pela sempre ávida portadora das notícias frescas?
Se o Sócrates quer mesmo tirar este país do abismo onde se encontra, não deveria injectar dinheiro na banca, que esses mal sabem o que andam por lá a fazer mas sim a promover a profissão de porteira. Podíamos até exportar-las tal a qualidade e quantidade. A Venezuela não exporta petróleo, a Coreia microchips? Porque não exportar porteiras?
Se por algum acaso alheio o nosso primeiro-ministro, dignar-se a ler estas linhas deixo-lhe aqui, à consideração, as últimas palavras: - Ó Zé! investe é na porra da exportação de porteiras, que as gajas sejam da capital ou dos saloios, não largam a minha porta! Irra!!!

Anjo da guarda envolve-me nas tuas asas, abriga-me deste mundo. Vamos levantar voo, leva-me para o outro lado da lua porque hoje já nem as estrelas querem brilhar. As nuvens encobrem o seu brilho, tal como as palavras que uso não chegam ao seu destino. Anjo da guarda, sábio do tempo, abriga-me no teu manto acolhedor de penas, necessito tanto de descansar um momento. Vou fechar os olhos por breves segundos, talvez quando voltar a abrir-los, esteja novamente revitalizado e encontre o luar a banhar a estrada e talvez... talvez as palavras já façam sentido na outra margem.
Anjo da guarda, anjo ponderado, faz-me compreender porque é que o som do meu coração não ecoou audível. Estarei a declamar correctamente ou as barreiras deturpam a melodia? Não sei ser diferente e não sei se conseguirei fazer-me entender um dia, quero manter essa esperança mas parece que o que falo só é perceptível momentaneamente. Anjo da guarda, ilumina o caminho a estas palavras que merecem chegar ao seu destino. Mostra que a pureza do seu timbre é genuína. Por enquanto, deixa-me repousar no teu colo, a beber da tua sabedoria para encontrar o tom correcto.
Mas acima de tudo anjo da guarda, depois do meu descanso, peço-te desculpa mas até ao infinito da minha existência empresta-me as tuas asas, para com elas oferecer abrigo a quem mais quero bem e necessita de sentir-se segura.

Hoje soube que o último dos Moicanos está de partida. Como há catorze anos, também me foi comunicado que a tua cara-metade estava de partida. Até à data do meu nascimento sei poucas coisas da tua vida, hoje tenho a percepção que é muito pouco, que sabe-me a pouco, queria saber mais sobre ti e já não vou a tempo.
Todas as histórias que sei, enchem de orgulho e fazem voar o imaginário, daquele que te admira desde menino. Sei que tenho sido um desapontamento, que merecias que tivesse sido muito mais para ti, quando durante muitos anos foste muito mais do que o meu padrinho, foste o meu pai. Desculpa ser quem sou, se de alguma forma isto servir para atenuar a tristeza e a desilusão que te posso ter causado.
Viveste histórias maravilhosas, talvez algumas já vieram deturpadas com o tempo quando chegaram ao meu conhecimento, mas não deixam de ser míticas. Nasceste numa família burguesa da Beira-Centro, vivias numa quinta ancestral muito bonita, onde a porta da casa ainda guardava a marca da espada dos Visigodos, como eu me lembro tão bem de lá ir em miúdo contigo e com a Querida. Adorava as nossas viagens, essa em particular ficou-me na memória, onde tive o prazer de conhecer o lugar onde cresceste, vi o olival de onde trazias aquele azeite caseiro que ainda hoje trago no paladar sempre que molho o pão no azeite. De deliciar-me a ver o castelo que o teu pai construiu para ti quando eras miúdo, hoje um restaurante conhecido nas redondezas. Lembro-me de ter pensado que devias ser um rei, só por teres um castelo. Mal sabia eu que eras um rei mas por motivos bem mais nobres.
Foste estudar em Coimbra para seres médico e orgulho-me tanto de poder partilhar contigo essa sensação que é muito peculiar e só pertence a quem lá estudou. Formaste-te em pediatria mas para ti ainda não era suficiente o pequeno salto de Nelas para Coimbra e partiste à aventura para Londres à procura de conquistar o mundo. Assim o fizeste, porque só mesmo tu poderias conseguir tal feito. De Inglaterra guardo a história de quererem que saísses da carruagem devido à tua tez escura e confundirem-te com um indiano. As aventuras ainda não te preenchiam e foste atrás do teu sonho. Acabaste no Congo Belga num lugar onde nunca tinham visto um branco, onde a civilização moderna estava a uns distantes, quinze mil quilómetros. Lembro-me de contares, já trôpego pelo álcool num dos meus aniversários, que tinhas casado com uma indígena nos rituais da tribo mas que quando acabou a tua campanha vieste sozinho. Voltaste para Portugal, talvez porque sabias que ainda não tinhas encontrado o que tanto procuravas.
Não sei exactamente como encontraste, como se conheceram mas sei que esperaste trinta anos para casar com o teu sonho e só por isso mereces o meu respeito e admiração. Tu que palmilhaste o mundo, que conheces todos os seus recantos, abdicaste de tudo, abdicaste de todas as aventuras que a vida ainda tinha para te oferecer, porque acreditavas no amor.
Em Lisboa, assentaste arraiais, sobre uma vista magnifica sobre o Tejo, que tantas vezes me deliciou a tomar o pequeno almoço, que a nossa Querida, nos oferecia. Tão bom é recordar o carinho que vocês me ofereceram, tão bom é recordar os nossos fins-de-semana em que tu ias dormir para o sofá, para eu dormir na cama com a nossa Querida. Em que tu, apegado ao dinheiro, como sempre foste, percorrias quinhentas tasquinhas antes de te decidires em qual almoçávamos, mas sempre, sempre. Uma dose para mim, outra a dividir entre ti e a Querida.
Tu não és só o meu padrinho, és o meu avô, o meu pai. Amo-te muito muito e só agradeço ter esta possibilidade de poder despedir-me antes do teu último adeus. Obrigado por tudo Padrinho. Vai-se o último dos Moicanos mas no fundo acredito que vais voltar a reencontrar o amor da tua vida, que perdemos à quatorze anos e tanta falta nos tem feito. Quando lá chegares, dá-lhe um beijo meu e diz-lhe que sinto muitas saudades dos nossos fins-de-semana.

Era uma vez um menino que sonhava com o mais puros dos sonhos. Era imensamente feliz, sem nunca notar que essa constante da sua vida, poderia um dia ter término. A sua pureza era imensa, levou-o a acreditar até ao início da sua adolescência, que as visitas do Pai Natal à sua casa eram reais, que as pessoas eram todas boas e a maldade só existia nos vilões da banda desenhada.
Era um menino simples, que vivia das coisas simples. Adorava os passeios de fim-de-semana com os seus pais, sempre com paragem para um bom almoço ou jantar. Adorava passar horas a jogar à bola ou às escondidas com os amiguinhos. Não tinha qualquer percepção geográfica, de como as suas raízes viviam a quilómetros de distância e não compreendia porque teimavam os outros meninos em dizer-lhe que era um forasteiro, quando as suas mais recônditas memórias o colocavam sempre no mesmo lugar. Adorava estar na escola, onde vivia as suas pequenas aventuras, entretinha-se com contas de somar e nem imaginava o que eram palavrões. Sentia-se deliciado com aqueles convívios de sábado, onde os pais e os amigos cantarolavam músicas acompanhados do violão, a criar peças de teatro ou somente a passar tempo em conversas banais.
O menino passava horas infindáveis a construir os seus legos, casas de madeira e a desmontar engenhocas, com a curiosidade infinita de perceber como funcionavam as coisas e com uma vontade férrea de ver algo criado por si. Adorava desenhar, era algo que lhe dava muito prazer e para o qual tinha muito jeito. Ria com um riso contagiante todas as brincadeiras e jogos, riso daqueles que dá satisfação de ouvir, pela pureza e satisfação emanadas. Era querido por todos e todos auguravam-lhe um futuro brilhante. Talvez, por viver numa terra de ambiente sempre ameno, detestava andar calçado e era uma carga de trabalhos para calçarem-lhe os sapatos que tanta liberdade roubavam. Um dia, como em tudo na vida, a sua rotina teve um final. Mudaram-lhe a vida, os hábitos, deixou os colegas para trás e voltou para a terra dos seus pais, a qual diziam-lhe também ser a sua.
Perdeu rapidamente a inocência e pureza, que o tornavam especial. A sua nova casa era fria, tal como o país. As pessoas falavam com um sotaque diferente, igual ao do seu pai. Embora fosse a terra onde tinha nascido, continuava a ser tratado como um forasteiro. Diziam agora que era pela sua maneira diferente de falar. Passou a conviver com os seus avós diariamente e essa era uma das coisas boas desta mudança. Foi parar ao liceu, com outro género de meninos dos que estava habituado a conviver, aprendeu a lidar com coisas que nunca tinha visto. Palavrões, malícia ou rejeição. Por momentos detestou a mudança mas foi aprendendo a lidar com as cicatrizes que o tempo nos guarda.
Os anos foram passando e o menino tornou-se homem. Os seus sonhos foram ficando pelo caminho sem se realizarem. O homem, já sem a inocência de menino, talvez com alguma maldade e rancor à mistura, devido ao presente não ser o futuro que acreditaram ser o da criança, defende-se do mundo e das pessoas, não possuindo a fé convicta na bondade dos outros, em que acreditava quando era inocente. A vida, foi-lhe apresentando bastantes amarguras e decepções, embora haja ainda vontade e esperança num futuro melhor, a verdade é que o presente não se apresenta bonito, não mostra estabilidade, nem mesmo algo construído para vislumbrar. Só mesmo uma vontade, mescla de coragem e casmurrice, para continuar a tentar ser feliz.
Um dia o homem, quis voltar às suas raízes, às suas lembranças. Assim teve possibilidade de o fazer. Rumou ao lar do menino que fora e por onde quer que passasse, havia sempre algo que vinha-lhe à memória. Recordações de meninice, coisas bonitas que aqueciam-lhe a alma, ao recordar momentos felizes. Surgiu a possibilidade, nessa altura de por lá ficar, de recomeçar a vida onde ela tinha parado. Por vários motivos o homem, teve receio. Teve receio de não encontrar a pureza que perdera, de voltar a sentir-se um forasteiro, de sentir-se acima de tudo sozinho. Foi um erro não ter tomado essa opção, agora o homem tem a percepção que deveria ter dado esse passo. Pouparia-se a mais amarguras que o destino reservou-lhe mas talvez ainda vá a tempo de mudar tudo isso, pois nunca é tarde para tomar a opção correcta. Hoje, sem realmente visualizar grande hipóteses de conquistar os seus sonhos, talvez seja na opção que não tomou à dez anos, que encontre a resposta para o seu futuro. Talvez o homem reencontre o menino, em toda a sua essência, se ao menos for audaz para abandonar a ficção e dar esse passo.

Leva o destino à curiosidade de acasos. Juntos por um breve instante, não se celebrou o que hoje sempre seriam quatro. Não se comentou, talvez pensou-se. Seria irónico ou talvez angustioso demais, ser proferido a casualidade de datas neste reencontro.
Na razoabilidade de convivência aborda-se o fútil e as novas que não remexem com sentimentos. Talvez assim seja saudável, talvez seja num reencontro contínuo desta naturalidade, que encontrarei um amanhã onde já não existirá o sonho que vagueia em brisas quentes.
Terão passado duas semanas ou anos? Perdi-me na noção do tempo que dispara à velocidade de uma bala. Quando vislumbrei a silhueta familiar, retive-me num segundo em sensações tão longínquas, como doces no seu tempo e espaço, antes de retornar ao que hoje é a minha realidade.
Ontem, uma amiga através de um email, ofereceu-me a seguinte comparação entre sexos: - Vocês homens bebem para esquecer e nós comemos chocolate! Achei simplesmente fabuloso.
Hoje, entre máscaras de risos, num convívio momentâneo e a não descansar até descobrir o fundo do copo, certamente pararei um momento encostado a um balcão qualquer, para esquecer o que para mim, hoje sempre seriam quatro.

À sobra de uma flor cresci. E o meu futuro e o teu futuro, já mais viverão no mesmo trilho. As palavras matam uma relação e quando já não controlas certos sons que fogem do pensamento para a boca, sem terem o significado pretendido, percebes que chegou o final. A mágoa toma o lugar da razão e define a morte do caminho.
Talvez um dia irei notar que muita falta vai fazer a mão que já não guiará o caminho, naquela sensação de que o destino é guiado por um divino que não controlas. A flor que murchou ao fim de um dia, tal qual o amor efémero que em ti viveu, teve o mesmo final. Era assim que estava escrito esse malfadado destino, destino que nunca foi meu, nunca foi nosso e tentei modificar.
Em dias cai na ilusão que a tudo podia desafiar, o mundo parecia fácil de conquistar, com a certeza que o tal destino à sombra de uma flor podia ser modificado e nessa mesma sombra que a flor brotava, existia o abrigo onde encontrava sempre a tua intimidade, oferecendo energia para continuar a batalha que afinal foi só minha e nunca nossa. Em tempos de certezas de viver com um sentido de pleno bem estar, deixei por fim fugir o teu nome a esvoaçar no vento, quando compreendi que esta guerra travava sozinho. Os fantasmas do passado, não possibilitaram viver esse amor a dois, que nunca chegou a ser. Os teus e os meus, fortes e pesados. Fardo contínuo, que sempre presente, atrapalhou o sorriso que à sombra de uma flor foi sempre tímido mas genuíno de ambas as partes. Quis a mágoa tomar as rédeas e nunca soube apreciar o pouco que de ti foi oferecido.
Quis tudo, acabei por ter nada. Talvez ainda fresco, ache que iludi-me por acreditar que alguma vez tive algo de ti. Talvez não seja ilusão mas o fado do meu caminho. A dedicação, o carrinho, o sorriso, a vontade de querer que o sentimento fosse algo mais, permanecerão vivos durante bastante tempo, embora sejam abafados neste momento pelos maus sentimentos que agora a mágoa faz reviver na lembrança do momento. Com o tempo, a lágrima do adeus dará lugar às boas sensações vividas, à saudade do que foi vivido e na consequente sensação de perda. Com o tempo que tudo sabe, talvez volte a querer caminhar mas por agora aqui fico, aqui estou e daqui não quero sair.
Estou de luto por algo que afinal foi só meu e acabo por ver-me a estas horas da madrugada a desejar para um dia acordar, sem ter nada para contar, esquecer o teu nome e pensar que nós somos uma história antiga, que se encontra num lugar longínquo e baço o suficiente para não ser relatado, nem revivido com exactidão. Dito pelo maior dos sonhadores, sonhar faz mal, mesmo quando à sombra de uma flor eles são vividos intensamente, numa privacidade que será sempre só minha, só tua, só nossa.



Tirem-me a vista.
Tirem-me para sempre a luz de Lisboa, tirem-me as encostas do Douro, o Tejo e o Alentejo, tirem-me a calçada dos passeios e os azulejos de parede.
Tirem-me o ouvido.
Tirem-me para sempre o choro da guitarra e o pranto do fadista, tirem-me os pregões das mulheres do bulhão e a pronúncia de norte a sul, tirem-me a fúria de espuma das ondas e o grito do golo.
Tirem-me o tacto.
Tirem-me para sempre o sol de Inverno a bater na cara, tirem-me o barro a ganhar forma entre os dedos, tirem-me o rosto queimado da minha mãe e a mão áspera do meu pai.
Tirem-me tudo isto, mas não me tirem o gosto.

Adoro este anúncio. Acho que é das melhores coisas feitas em Portugal na minha área. É esse o espírito. Ter orgulho em nós, independentemente do que te chamem. Orgulha-te do que és e de quem és. Pobres daqueles que no seu percurso nunca tiveram de alcançar o sentido de existência. A vida é uma luta constante e parar é morrer. Não interessa quantos socos levas mas quanto consegues caminhar enquanto a vida te bate, pois essa é uma constante da equação.
Assim fui, assim serei, tirem-me tudo isto, mas não me tirem o gosto de viver

Os primeiros anos da minha vida, são recordados com o maior carinho possível. Foram vividos na terra onde ordem e progresso estampam o mote da bandeira. Em que o povo cheio de calor humano, embala o tempo com alegria de viver numa terra banhada pelo calor de paisagens maravilhosas. Há desse tempo imagens, cheiros, sons e emoções que ficaram gravados para sempre dentro de mim.
Recordações dos primeiros passos e da manta que ia comigo para todo o lado, tal qual Linus da banda desenhada do Snoopy. Aquela camisola de os belenenses e a primeira bola, prenda do avô distante na pátria onde nasci mas que me era estranho. A teimosia de chuchar no dedo até tarde, sempre, sempre, a ver na televisão o sítio do pica-pau amarelo. O país que parou literalmente para ver Sócrates e Falcão no mundial e criarem em mim a paixão pelo jogo. O violão tocado todos os sábados, em convívio de brasileiros e portugueses, naquele espaço que era muito mais do que um pátio alfacinha. Uma segunda casa.
Ao reviver essa altura da vida, chego à conclusão que os anos que lá vivi, embora já se encontrem longínquos, ajudaram em parte a moldar a pessoa que hoje sou. Sinto que um pedaço de mim trás muito do espírito baiano, onde existe alegria de viver, de não viver para sobreviver e olhar para o que de bom nós dá o tempo. Onde tudo são emoções quentes e se vive para os prazeres da vida. Como diz muito bem a música, pegando nas palavras do rei...

Sei tudo que o amor
É capaz de me dar
Eu sei já sofri
Mas não deixo de amar
Se chorei ou se sorri
O importante
É que emoções eu vivi...

O importante é viver. E é já com carinho que olho para trás, por ter tido a felicidade de viver o amor mais amigo e das lembranças que levarei da vida, tu serás sempre a saudade, que voltarei sempre a recordar, para sentir outra vez a tua presença a meu lado. Obrigado pelo sonho...

Existe um momento, um breve segundo, em que tudo muda, tudo passa a fazer sentido e o que somos deixa de estar presente. A existência é efémera e o ser o humano tende sempre a ignorar esse facto. Num instante estamos cá e no seguinte poderemos não estar.
Pensava já ter tido os meus momentos de fio de navalha, onde fui lutando pela continuação da minha existência. Hoje, continuo por cá mas não foi por ter batalhado para que assim acontecesse. Foi um momento de inspiração, de acaso ou de sorte, ou talvez até de um abraço de anjo da guarda. Como disse-me a minha mãe: - Hoje, não te esqueças de agradecer. Sim, é isso que estou a fazer.
O dia parecia ser igual a tantos outros, fui almoçar e ao retornar a casa, coloco a chave na porta trancada. Rodo a chave e em vez de ligar a luz, como sempre o faço, deixei-me estar na entrada tentando perceber de onde vinha aquele som estranho. Fui-me aproximando da cozinha e o ruído cada vez mais perceptível, envolvido num odor peculiar. Abri a porta da cozinha e de repente percebi. Havia uma fuga de gás!
Fui ao telefone, liguei para a minha mãe, que dizia-me ser impossível, pois não há contador de gás ligado aqui. Eu replicava que o cheiro era intenso, o som da fuga de gás era audível até do outro lado da casa. Desliguei, liguei para os bombeiros que em cinco minutos estavam aqui à porta. Parecia estar a presenciar uma cena de filme. Dois carros dos bombeiros, uma dezena de homens fardados com máscaras de oxigénio, grande ventiladores por todos os lados, um verdadeiro aparato.
Sim, realmente era uma fuga de gás, derivado de um daqueles canalizadores que não percebem nada do assunto, que adoram experimentar e mexer em tudo. Ele está a fazer umas obras na cave e para fechar a conduta da água, mexeu em todas as válvulas, deixando ficar aberta a conduta do gás do prédio. A minha mãe também estava correcta. Não existe contador do gás aqui, mas existe o tubo de ligação e como este não estava bem vedado, todo o gás do prédio foi canalizado para esse tubo.
O Chefe dos bombeiros dizia-me depois de resolvida a situação e serenado os ânimos, que tinha sido uma sorte eu não ter ligado o interruptor da luz. O piquete da companhia do gás, colaborou a ideia. Se assim fosse, o mais certo seria ser capa do jornal de amanhã, como parte do novo papel de parede, isto se ficasse parede para contar a história.
Fiquei nauseado, tonto e com dores de cabeça, pois ainda inalei bastante gás mas antes de me ir deitar, precisava fazer o que a minha mãe me disse ao fim da tarde. Não sei a quem devo-o fazer mas quero agradecer-te por teres zelado por mim. Obrigado.

Feliz daquele que conta com a incondicional presença de alguém. Feliz daquele que aceita, que as dificuldades não são mais do que acumular experiência de vida, maturidade na sua ascensão de existência. As palavras são importantes, mas as acções é que nos incentivam, elevam-nos a outro patamar. A postura, a dedicação, o carinho demonstrados são muito mais relevantes do que as palavras ou músicas dedicadas.

Em tempos menos felizes até posso parecer enorme mas se assim pareço, é porque o que me incentiva vem dessa postura devota, recheada de ternura com que sou contemplado. Na realidade sou pequeno, serei sempre David que encara Golias nos olhos seja em que situação for e essa imensidão de postura não é nada mais do que uma defesa contra os meus cavalos de batalha.

Posso vir a perder batalhas mas o resultado final, fará de certeza que tenhas orgulho em mim. Não desisto, não desistirei enquanto beneficiar da energia que esse olhar que me admira com amor estiver presente. As agruras, traições, egoísmos, nem sempre podem levar de vencida um querer maior e mais puro.

Mesmo desgastado em tempos de luta, não deixo de querer estar presente nas tuas aventuras, nas tuas decepções e sucessos. Porque dois em consonância fazem o mundo girar ou parar. E como eu adoro poder sentir-me útil, parte de ti e da tua vida. Se com uma atenção, gesto ou acção possa contribuir para aliviar, para melhorar algo ou fazer-te feliz assim será sempre que queiras contar comigo.

Sei que quero viver tudo numa noite, num momento. Pareço infeliz ou sozinho mas essa é a maior das mentiras. Tenho-me acima de tudo a mim, é comigo que conto. Sei que é difícil perceber esta maneira de estar, sei que custa avaliar a minha existência mas acredita que sou feliz, muito mais sou desde que a tua presença é uma constante. Sempre fui da noite mas contigo aprendo a admirar o sol que tanto amas e que hoje brilha intensamente para mim.

P.S.: ...

Cada vez mais me consciencializo que a linha do percurso de vida, vive vertiginosamente num sobe e desce em constante aceleramento. Ter consciência de tal facto, não implica directamente uma adaptação rigorosa do mesmo.
A montanha-russa do tempo, trás tudo na sua subida. Calma, confiança, boa disposição, convívio, convicção, sonhos efémeros e planos futuros. Pura ilusão óptica de quem não quer ver o início da descida. Ao primeiro sintoma de descida, com o aumento da velocidade, já existem ocupantes a saltar fora. Há alguns que ainda se vão manter, acreditando que a descida termina depressa e de volta estará a escalada mas até estes vão de certeza abandonar o carro, pois a velocidade aumenta vertiginosamente, a adrenalina e o medo sobem em pulsações fortes e por fim o condutor vai encontrar-se sozinho agarrando firmemente o leme, fazendo finca pé a um abismo que se aproxima numa rapidez estonteante.
Se mais uma vez conseguir ultrapassar o abismo, virá de novo a lentidão segura da subida. Com ela nova acalmia, confiança, boa disposição, novos planos e ocupantes. Até a nova subida, segura firme o leme vivendo da ilusão, tentando convencer-se que, mais uma vez, vai conseguir passar o abismo. Será?

Trago em mim, na boca e alma, o sabor dos teus lábios. Trago em mim o teu sabor que me vicia. Fecho os olhos e sinto o abraço que me aconchega, o aroma que me embriaga ou o o sorriso que me aquece. Cerro ainda mais os olhos e deixo-me levar pelo fervor que me toma o sangue, o sussurro de desejo ou a respiração quente que encosta ao meu pescoço.
Abro os olhos e vislumbro o brilho de um azul água, recordo com um sorriso estampado um entrelaçar de mãos, um aperto terno, um riso, sorriso, uma troca de olhares, um carinho de ternura e a frase que me enche a alma. Sim tens toda a razão. Não a deves dizer quando eu quero mas quando sentes que o deves fazer.
Há ainda muitos risos que quero proporcionar, borboletas a esvoaçar que vou adorar libertar, pecados por acometer que anseio prevaricar mas é no beijo de despedida que mais sinto a nossa união. Um beijo que prolongamos numa eternidade muito própria de quem sabe que viverá sozinho algumas horas até poder voltar a repetir-lo. É quase no final desse beijo, ao abrir os olhos, que vislumbro nos teus a dificuldade em deixar ir e a tristeza que nos avassala por sentir a separação momentânea.
É esse beijo e o que ele representa, que me envolve de certezas. A certeza que não é transitório ou passageiro, a certeza que tenho a outra metade de mim e não penso em mais ninguém. Uma certeza onde os olhares só existem para ambos. A certeza de que tenho medo de adormecer, porque acordado vivo um sonho de cumplicidade tão gostoso. A certeza de queremos uma história que ainda não vivemos mas a qual desejamos numa ternura convicta. Só não tenho a certeza do que guarda o futuro mas com a certeza convicta que me dás muita força, muita vontade de viver o que ainda não vivi. Será que já confias no que me fazes sentir? Se ao menos um minuto pudesses viver em mim, pois não há um minuto que possa estar sem ti... Sinto-me um miúdo em noite de natal, sinto-me maior que o mundo. Sou um conquistador, sou imbatível, sou maior que o mundo e a ti devo esta força. P.s.: ...

At high speed, without steering or breaks.... the video lost the destination



Something else have been lost but maybe now, everything makes sense. Maybe now, everything means nothing or maybe a day will came that we don't want nothing at all... Maybe

Gostava de trocar de pele. Por vezes queria ser quem não sou, de assumir compromissos, condutas, de não me dar, não sentir tudo de uma vez, no fim há alturas em que gostava de ser um tipo diferente de quem sou. Consigo ter uma racionalidade de comportamento que até a mim, por vezes, impressiona. É sim ou não, não existe talvez. Não perco tempo, não me posso dar a esse luxo. É tão precioso o bónus que me foi oferecido por forças maiores que olho para a vida com uma enorme capacidade de encaixe às contrariedades. Quer, quer. Não quer, não quer. Adapto-me às disponibilidades e vontades.
Fazem de mim melhor pessoa do que na realidade sou, não há ninguém que me conheça melhor do eu e bem sei que sou capaz de deitar fora, de esquecer, de virar costas, quando assim acho que é necessário para preservar-me. Sei que tenho bom fundo, considero-me uma pessoa com valores e de bom trato. Dou a camisola, movo montanhas por quem gosto, estou sempre lá quando é necessário mas não sou boa pessoa porque sei que dou o melhor mas também tiro o tapete, quando me sinto magoado. Não gosto de limbos, não sei conviver com incertezas, ses e afins. A vida já me foi dura para insistir em dúvidas, por isso parto com facilidade para novos mundos, ideias, ambientes. Sou nómada de sentimentos e afectos, porque acima de tudo aprendi a amar e proteger quem sou.
Esta postura vem desde miúdo, embora tenha sido inflacionada com os tropeções da vida. Adorava o meu avô. Foi um pessoa com quem pouco convivi mas que recordo com muita ternura. Lembro-me que em pequeno, todas as manhãs antes de sair de casa, dava a mim e ao meu irmão, um tema para estudarmos e no final do dia, ao jantar, lançava-nos perguntas sobre esse mesmo tema que tínhamos de responder acertadamente, para receber um simples caramelo como prémio. Eram noites que guardo com muito carinho, é uma pessoa que guardo com muito carinho. No dia que faleceu, a minha mãe informou-me a mim e ao meu irmão, da sua morte e lembro-me perfeitamente que não fiz caso, joguei para trás das costas e continuei a brincar como se nada se passasse. É esta a minha maneira de estar. Não me dou ao luxo de magoarem-me, por isso esqueço o que me dói ou simplesmente abstraio-me.
Sim, muita vez acabo por chorar, choro muito a dor que me causam em cinco minutos, deito tudo cá para fora, depois ergo a cabeça e sigo caminho. Por isso, há alturas em que gostava de trocar de pele e não seguir este impulso de continuar, ser melhor pessoa e ficar mas esse não sou eu. Sou nómada, um nómada não sofre, não se prende a nada. Aproveita o que de bom há enquanto existe e depois segue o seu caminho.

Construo-me em ciclos da vida, tentando não cometer os mesmos pecados. Sou Peter Pan, o menino que se recusa a crescer. Vivo do riso, sou o contágio da alegria e continuo a não pensar no risco que é percorrer caminhos ainda não desbravados, sempre em busca da adrenalina que uma aventura proporciona. Não me acanho, por que os tombos fazem parte da vida e são eles que dão sentido às palavras experiência e maturidade.
Não preciso pensar se estarei certo, se estarei errado. Por muito que escreva, só fazendo é que tudo fará sentido. Não vivo de dúvidas, vivo de certezas, vivo de mim, sigo por mim. Como uma música que redescobri à pouco, estou na lanterna dos afogados e já não me importa as marcas do passado, elas estão cá como linhas de um enredo que contam uma história. A minha história.
Hoje fugi de mim, fugi do mundo e fui passear sozinho. Fui ver o rio, rio que banha a cidade, que banha os meus sonhos e me impulsiona a reflectir no que já se percorreu. Sou um felizardo. É essa a minha conclusão. Tenho vivido a duzentos à hora nessa estrada, vi de tudo, fiz de tudo e continuo a ter a mesma postura. Tudo se resolve, tudo tem a sua razão de ser e o fim de cada capítulo só me impulsiona a querer virar a página. Gosto de mim, sou positivo, sou como o sol que hoje estava no seu expoente anunciando o Verão que se aproxima. Fumava o meu cigarro, bebericando uma cerveja e embalado na ondulação do rio, perdia-me neste balanço de vida.
Peter sorveu os pós mágicos da Sininho e voou para o mundo do imaginário, sentou-se numa nuvem e desta vez ficou a contemplar o mundo cinzento do dia-a-dia que se deparava a seus pés. Que bom é ver que o calor humano ainda existe, saber dar valor ao que realmente é importante. Há sempre uma luz ao fundo do túnel, há sempre uma mão amiga em quem nos podemos apoiar e não me importa os desgostos da vida. Claro que às vezes a vida é dura mas embora não vivamos numa bolha em que as coisas negativas não nos afectam, tento sempre viver no positivo que o mundo nos oferece e é assim que encaro a nossa estadia no mundo.
Como cada um vê meio copo, diz muito da sua postura. Para mim está sempre por encher, anseio sempre por mais. Foi um dia bem passado, melhor virá com a noite e não olhem para mim, olhem para dentro de vocês e achem a vontade de fazer o que vos faz feliz. Sigam o impulso, enquanto Peter vira na segunda a direita seguindo sempre em frente até ao amanhecer, à procura de um novo capítulo.

Foi num virar de esquina que pela primeira vez te vi. Olhei para ti e pensei que o céu pintava-se de azul porque era o espelho dos teus olhos e que o prazer de contemplar as estrelas e o luar era causado pelo brilho do teu sorriso. Foste chegando de mansinho, de maneira arrebatadora conquistaste-me quando ainda não estava refeito de um grande desgosto e eu que só queria era passar tempo a divertir-me, numa tentativa de largar o passado. Trazia desde o início a noção que eras muito mais mulher para mim, do que eu poderia ser homem para ti. De algum modo bizarro vês em mim algo mais do que na realidade sou. Gostava de um dia ver e compreender pelos teus olhos como alguém que roça a perfeição consegue encontrar em mim o seu porto seguro.
Encontrei uma amiga, uma companheira, por vezes possessiva derivado da necessidade de precisar sentir-se segura, pois da vida já trás decepções e traições que cheguem. Hesitante com todos os comportamentos sociais, sempre com o pensamento na protecção daqueles que ama. Que treme quando lhe digo o que sinto ou que chora por achar que não mereço ter as limitações físicas que tenho. Uma mulher cheia de paixão, carinhosa, dedicada, leal e fiel. És muito mais do que pensas, és muito mais para mim do que realmente pensas.
Sim tens um lado mais escuro. Gostas de levar a tua avante mas também sabes quando deves parar e ceder. Tens rompantes que me fazem correr atrás de ti, que me tiram do sério mas não deixo de querer correr. Não me dizes todos os tormentos que envolvem a tua alma mas compreendo que ainda não te sintas completamente segura para os partilhar. Tens medo de perder o que temos, tens medo que isto não seja mais do que uma ilusão de ambos, principalmente minha mas também sei que no fundo, o que queres é muito ter um amanhã comigo.
E os nossos gostos? São incrivelmente parecidos. Gostamos das mesmas coisas, desgostamos das mesmos lugares e coisas. Passamos horas a falar de trivial e de momentos importantes. Da música que tanto amo e que te dou a conhecer, de brincarmos e observarmos o que nos rodeia. Ainda não percebi, se atinges o gozo que me dá não ter de usar palavras para falarmos e saber o que queres. Esse trejeito de boca, sinal de quem não quer aquela opção, o sorriso que diz o quanto estás a adorar um certo momento ou o brilho que os teus olhos trazem quando encontras a minha figura perdida na multidão.
Adoro-te, adoro a flor de lotus, adoro o que temos e não temos, o que não assumimos mas somos, a lealdade e o respeito que nutres por mim. És o girassol, a princesa, a dama. Faço-te rir, fazes-me rir e já não dispenso as mensagens, os telefonemas, os cafés surpresa, os jantares, as noitadas e os serões de filmes. Apetece-me terminar fazendo uma rábula ao filme que tanto nos fez rir no outro dia. P.S.: I don't love you!

Ganhei vontade de transformar o mundo, enquanto o mundo vai transformando-me. Tudo à volta é tão claro, tudo à volta é tão dúbio. Sento-me, acendo um cigarro enquanto os dedos percorrem o teclado autonomamente descrevendo cada sentido, cada momento, dissipando os pensamentos numa postura de equilíbrio equilibrista.
Com o sol a traçar-me o perfil, giro no mundo do girassol onde tudo é tão novo, tudo é simples numa teia de complicações. Não mergulho de cabeça, não cometo esse erro, porque de erros foi feita a estrada e sinuoso foi o seu caminho. Vivo do hoje, para hoje, sem querer sonhar, sem pedir mais. É fácil, sei como me sinto hoje, estou seguro do que quero, bebo de ti, bebes de mim, não paro obcecado a perder tempo com amanhã, se há um amanhã. Gosto do que tenho, gosto do que somos ou não somos, gosto de estar, gosto de sentir, de sentir falta, gosto porque gosto mas não perco o equilíbrio.
Tenho vontade de mais, sede de mais. Sinto o sangue pulsar nas veias, nativo de mim, nativo de ti mas ainda tenho tanto para reconquistar, tanto ainda para fazer, tenho tanto para percorrer e vou fazendo o malabarismo de equilibrar-me no tempo. No meu tempo, no teu tempo, naquele que até poderá vir a ser nosso. Fazes-me bem, faço-te melhor ainda e quando sozinhos ficamos o mundo encontra o equilíbrio fechando-se em nós e é assim que gosto de estar. Gosto do que gostas, estamos bem juntos, ficamos bem juntos, faço-te tremer, tu tiras-me o ar. Sim existe algo, existe mais, mas mais é amanhã e ainda estamos no hoje. No passo certo, com equilíbrio, talvez cheguemos lá ou talvez não mas isso é amanhã.
Vem ver, eu estou a batalhar com o tempo contra os meus problemas, a dançar no palco do mundo e vou vivendo o meu trabalho que tanto gosto, vivendo as relações, sejam amizades ou familiares, não te vou dizer como agir ou que fazer, só sei dizer-te que vivo por demais mas também que não vou desequilibrar porque preciso de traçar em mim a conduta de pensamento no equilíbrio que necessito e que à tão pouco tempo ajudaste-me a reconquistar.

É em adversidades da vida que encontramos pessoas bonitas, tantas vezes de forma inesperada, que nos perguntam como estamos e que até ficam à espera para ouvir a resposta.
Vagueavam em corredores sem ter muito tempo para pensar, duas cicatrizes que ainda recentes não sararam por completo, a vida contínua a ser sempre aquela procura de aventura e emoções, e num toque inesperado de mundos diferentes, dois rostos sorriram ao conhecerem-se. Um encontro fortuito que tem feito muito bem, apenas estar por estar, perdido no oriente em conversas cumplices infindáveis. Pensa muito nas opiniões dos outros, penso na tua opinião. Fala-me de ti, eu falo-te de mim e talvez no caminho esteja a cura dos nossos males.



A vida é cinzenta por natureza e a nós cabe dar-lhe tons coloridos. Foi assim, foi fugindo do cinza e dos problemas diários que avassalam o nosso dia-a-dia, que nasceu a turma do ix. A turma do ix, foi um encontro fortuito, de um grupo de indivíduos que buscavam algo mas que


Outro dia, saí para ir comprar tabaco ao café que existe aqui perto que ainda mantém as portas abertas até às duas da matina e ao olhar para um grupo de adolescentes que por lá se encontravam e fiz um sorriso. Sentei-me bebi uma imperial e aproveitei para divagar nos meus pensamentos. Isto é a turma do ix!
Todos os membros da turma do ix, já atingiram aquela idade onde a responsabilidade profissional impera, onde a azáfama dos dias é despendido

porque ele são pesadelo em más recordações, ele são o stress do trabalho, das

Diferente de gentes de poucas vistas, como uma a turma do ix

It would cause me pain if we were to end it
But I could start again
You can depend on it

I know I'm right
For the first time in my life

A internet é algo muito giro, mas perigoso. Noventa e nove porcento não tem essa percepção. É uma arma e eu só agradeço que não me a façam usar. Sim. Eu nasci inteligente para estas coisas. Novas tecnologias é comigo. A vida de uma pessoa pode ser desfeita à conta do mundo virtual. Até mesmo aquelas sopeiras que se sentem o máximo porque sabem ler uns livrecos, podem ser atacadas por um hacker!
Sempre me fiz aos projectos que acreditei que poderia concluir, só a esses. A internet é uma das ferramentas com que mexo muito bem, além do mundo gráfico que me permite criar-me um maratonista mesmo sendo um tipo de canadianas à mais de 14 anos. O problema é que. será que os intelectuais, tão intelectuais que eles são, acham bem andar a cutucar uma fera? Que para mais eles não conhecem de nado nenhum? Bem eu não sou nenhum Sócrates, mas não vou espicaçar alguém que pode desfazer a minha vida! mas isto sou eu a pensar alto....
Será que as pessoas não têm noção que as fotos podem ser copiadas, adulteradas e incluídas em sites pouco recomendáveis!? Eu não colocaria as minhas fotos sabendo o que por aí é possível ser feitas as maiores provas. Quantos sites pornográficos incluem imagens amadoras? De amador aquilo não tem nada, são locais onde se encontram caras de ex's E quer-me pareer que ou te portas vem ou de fiven ã o tens nada.!
na pio4eqw e3wp3wqw, 5imuqw ´3 im doe3o
Tenham dó de mim! Os recalcamentos são tais, que os maridos, só se encomendam por net, mas isto é ao mesmo tempo um mundo muito sombrio e de frustração! Mas como regem às suas convicções os outros pelos seus padrões esquecem que até lhes pode aparecer alguém que até saiba um bocadito mais do que elas e de certa forma consiga saber quantas cusquices fez por dia, qual a hora e de onde. Para não falar que se fosse uma pessoa mesmo má como as porteiras intelectuais me tomam, consiguia moradas, números de telefone e afins. O ponto de saber que consigo fazer a vida de alguém num inferno só estando em frente a um monitor... dá-me uma sensação de controle enorme. E que tal falsear fotografias!? Não é nada de especial para alguém com os meus conhecimentos